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Licitação da Champions começa em janeiro; Globo, Disney e Turner monitoram

Barcelona em campo pela Champions League -  Valerio Pennicino/Getty Images
Barcelona em campo pela Champions League Imagem: Valerio Pennicino/Getty Images

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

29/10/2020 04h00

A TEAM, agência esportiva que vende os direitos de transmissão dos eventos da UEFA, marcou para janeiro de 2021 o início dos trâmites para a licitação da Champions League no mercado brasileiro para as temporadas 2021/22, 2022/23 e 2023/24. Inicialmente prevista para o início de 2020, o processo foi adiado por causa da pandemia do novo coronavírus. Interessadas na competição, Globo, Turner e Disney monitoram e se preparam para entrar na disputa.

Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte, a TEAM terminará primeiro o processo licitatório em países da Europa. Nesse momento, as TVs da Ucrânia estão disputando os direitos. A Itália também já conhece seu exibidor para as próximas temporadas. Outra prioridade da TEAM é finalizar a 1ª licitação da Champions League feminina, que teve sua fase de propostas financeiras encerradas no último dia 14. Após terminar os trabalhos atuais, se voltará para os trâmites contratuais para as TVs da América Latina.

Hoje, Globo, Disney e Turner estão interessadas no torneio. As duas últimas devem protagonizar a disputa mais emocionante, por causa dos direitos para TV por assinatura. A Disney quer recuperar os direitos e considera isto como a sua prioridade para o ano de 2021, muito por causa do projeto que tem para os seus canais esportivos e com o avanço da fusão entre ESPN Brasil e Fox Sports. Seria o retorno da principal competição de clubes do mundo para a Disney após seis anos.

Mas a Turner não promete facilitar. Depois de bater o recorde de audiência histórico da TV por assinatura brasileira com a final da temporada 2019/2020 entre PSG e Bayern, a empresa americana vai apostar na ótima relação conquistada com a UEFA nos últimos anos.

Executivos da empresa apostam no bom trabalho realizado nos últimos cinco anos. A programadora criou o conceito de correspondentes na Europa para acompanhar o dia a dia dos clubes europeus que estão envolvidos na Champions, o que antes não se tinha na televisão brasileira.

O número de transmissões in loco também cresceu bastante com o torneio nas mãos da programadora. Outro ponto é que, hoje, a Champions é o principal produto da Turner no Brasil. Além da alta audiência que marca, com partidas ultrapassando com facilidade os 3 pontos de audiência na média PNT da TV paga, o torneio também é um sucesso comercial. Nesta temporada, sete marcas patrocinam os jogos exibidos na TNT - e todos anunciantes grandes, como a montadora de carros Nissan e o banco Santander.

Já a Globo não encara a volta do torneio como uma grande prioridade, mas confessa a vontade de tê-lo de volta nos bastidores. Tudo vai depender do início das conversas com a TEAM. Na TV aberta, a emissora exibiu o evento entre 2009 e 2018.

Um ponto em que todas concordam é que os valores não devem ser astronômicos. Fontes em todos os grupos afirmam que não pretendem fazer loucuras para adquirir o principal torneio europeu de clubes. A análise é que as empresas ainda estarão em situação delicada para pagar altas cifras.

Mesmo corporações ancoradas por dinheiro estrangeiro, como a Disney, ainda sofrem efeitos da pandemia, que reduziu faturamento e audiência. A própria TEAM já faz essa interpretação: os europeus não esperam conseguir, no mercado brasileiro, contratos acima dos US$ 80 milhões, valor pelo qual a Turner adquiriu os direitos da última vez.

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