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Contratações de Globo e Fox Sports incomodam Disney: ESPN ficou para trás?

Everaldo Marques, ex-ESPN, é apresentado por Galvão Bueno no "Bem, Amigos!" do Sportv - Reprodução
Everaldo Marques, ex-ESPN, é apresentado por Galvão Bueno no "Bem, Amigos!" do Sportv Imagem: Reprodução

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

06/03/2020 04h00

As recentes contratações do Grupo Globo, que fechou com nomes como Everaldo Marques e Karine Alves, e o acordo de Mauro Naves com o Fox Sports chatearam alguns executivos da Disney e da ESPN Brasil. Eles se queixam que, enquanto as concorrentes se reforçam, a sua emissora esportiva não pode fazer os investimentos que deseja.

Segundo apurou o UOL Esporte, a maior queixa é que a ESPN Brasil não pode contratar por exemplo nomes do Fox Sports que interessam por conta da indefinição da fusão entre Disney e Fox no Brasil - o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) reavalia o negócio.

Tais executivos da ESPN e da Disney afirmam internamente que a Globo está se aproveitando da situação para melhorar ainda mais o seu elenco e, aí sim, se colocar em um patamar mais elevado ainda em relação às suas concorrentes.

Apenas de 2018 para cá, quando a fusão de Disney e Fox começou a ser discutida em órgãos regulatórios do Brasil, o Grupo Globo contratou de outros canais nomes como Gabriela Moreira, Débora Gares, Juliano Lima, José Renato Ambrósio, Everaldo Marques, Karine Alves e Paulo Vinícius Coelho, entre outros.

Os executivos da ESPN afirmam que existe interesse em contar com alguns talentos que não querem mais estar no Fox Sports, mas nem indiretamente eles podem ir para o canal esportivo. Ou seja, se um profissional atualmente do Fox Sports pedir demissão, ele não pode aceitar proposta da ESPN Brasil. A empresa poderia ser punida por isso.

No ano passado, é bom lembrar, a emissora esportiva do grupo Disney até reforçou seu elenco e trouxe nomes como Gláucia Santiago, ex-Globo, e Raphael Prates, que atua na Rádio Globo de São Paulo. Eles fecharam por conta de uma reformulação feita pela emissora, que demitiu vários nomes históricos, incluindo o então executivo número 1, João Palomino.

Em outros lugares da América Latina, a fusão entre Disney e Fox está em estágio bastante avançado e, em alguns lugares, os órgãos regulatórios locais já até definiram o futuro das emissoras.

No México, por exemplo, a Disney precisa vender o Fox Sports local até maio. Caso contrario, o canal será encerrado. Na Argentina, ESPN e Fox já compartilham equipe em programas e transmissões. Nesta semana, por exemplo, ambos os canais começaram a dividir a transmissão da Libertadores 2020.

No Brasil, ainda não se tem um prazo para que isso se defina. O maior impasse acontece por conta de Luís Henrique Bertolino Braido, conselheiro empossado do Cade em novembro do ano passado. Ele está se reunindo e se inteirando sobre a fusão Disney/Fox no Brasil antes de tomar a sua decisão.

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