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Brasil vence Sérvia, segue invicto e é líder do grupo no vôlei feminino

Jogadoras do Brasil comemoram ponto durante jogo contra a Sérvia - Valentyn Ogirenko/Reuters
Jogadoras do Brasil comemoram ponto durante jogo contra a Sérvia Imagem: Valentyn Ogirenko/Reuters

Colaboração para o UOL, em São Paulo

31/07/2021 06h30

Na disputa pela liderança do grupo A do vôlei feminino, Brasil e Sérvia entraram em quadra na madrugada deste sábado (31), e as brasileiras saíram com a vitória. Com parciais de 25 a 20, 25 a 16, 23 a 25 e 25 a 19 em um jogo que começou fácil, mas que terminou equilibrado, a seleção garantiu a classificação na liderança e fecha a fase de grupos contra o Quênia, na segunda-feira (2).

Em um começo de jogo atípico, as brasileiras aproveitaram uma Sérvia abaixo do esperado nos dois primeiros sets, vencendo com tranquilidade as duas primeiras parciais. No entanto, a equipe adversária acordou e fez frente no terceiro set sob o comando de Boskovic, que terminou com 32 pontos, e reagiu no jogo.

Precisando responder, o Brasil não permitiu que as campeãs mundiais confirmassem uma reação para forçar o tie-break. Em bom dia de Tandara e Roberta, que substituiu Macris, o time voltou a ter boa atuação para fechar e seguir invicto.

O jogo

O início do time brasileiro foi intenso. Mesmo com Boskovic liderando a pontuação, a defesa do Brasil começou atenta e funcionando. Ofensivamente, Tandara e Fê Garay comandaram o ataque, que também contou com bons saques para ajudar a desestabilizar a recepção das adversárias e construir uma boa vantagem. As boas viradas de bola sérvias não foram o suficiente para diminuir a diferença no placar, e o Brasil caminhou para uma vitória sem sustos.

O segundo set manteve o mesmo ritmo, com a Sérvia concentrando seus pontos com os ataques de Boskovic, enquanto o Brasil dividia bem a pontuação entre suas jogadoras. Até Roberta encaixou bolas na segunda para pontuar. Organizadas, as brasileiras contaram também com erros de saques das adversárias para fechar mais um set tranquilo.

A terceira parcial foi de mais equilíbrio, com a Sérvia buscando mais o jogo e errando menos. Mesmo com o Brasil mantendo o bom nível, a equipe europeia cresceu na partida e aumentou a competitividade. Ponto lá, ponto cá, e as sérvias se mantiveram liderando o placar, conseguindo confirmar a parcial e ensaiar uma reação.

O Brasil voltou com um ataque inspirado, puxado por Tandara. Enquanto a Sérvia dependia de Boskovic, as brasileiras mais uma vez se alternavam na pontuação. Repetindo o terceiro set, o jogo foi de grande equilíbrio, e as sérvias chegaram a ficar na frente em alguns momentos. Mas o time brasileiro não deixou as adversárias gostarem do jogo e voltou à frente em um ponto crucial do jogo, conseguindo abrir certa vantagem. Sem sustos na reta final, o Brasil fechou a partida com folga.

Companheiras festejam Roberta

Roberta, levantadora da seleção brasileira feminina, celebra ponto contra a Sérvia, nos Jogos Olímpicos de Tóquio - Wander Roberto/COB - Wander Roberto/COB
Imagem: Wander Roberto/COB

A levantadora Roberta entrou em quadra sob a responsabilidade de substituir Macris, lesionada, e fez boa partida. Ao fim do duelo, ela foi bastante festejada pelas companheiras. Ao comentar a vitória, a jogada ressaltou a forma como foi acolhida.

"A concentração do grupo [foi importante]. Saímos de um jogo contra o Japão, um jogo rápido, meninas mais baixas, de um jogo acelerado para um jogo de bolas altas, com bloqueios altos. Então, nos preparamos para outro tipo de jogo. Já falei ali, a forma como as meninas me acolheram... Eu tenho um jogo um pouco diferente em relação à Macris, mas acho que nos encaixamos bem. Em um dia deu para ajustar. Foi um jogo de paciência", disse, ao SporTV.

Tandara se destaca

Tandara, do Brasil, comemora ponto contra a Sérvia no vôlei feminino dos Jogos Olímpicos de Tóquio - Wander Roberto/COB - Wander Roberto/COB
Imagem: Wander Roberto/COB

Tandara foi uma das jogadoras com maior destaque da partida. Em um duelo contra um bloqueio que impõe dificuldades, ela foi a maior pontuadora do Brasil, com 19, e peça essencial para que as comandadas de José Roberto Guimarães conquistassem o triunfo. A atuação acontece depois de um início de Olimpíadas abaixo do esperado.

"Acho que foi importante para mim, mas também para todo o grupo. A gente vem mostrando o quanto o grupo está forte, quando uma não está bem, assim como eu nos primeiros três jogos... Mas estou aqui para isso, tenho de agradecer a todas as meninas por todo o apoio. É isso que esperavam e é isso que estou tentando fazer a cada dia. Então, com certeza, vou fazer mais e mais à frente, vou dar o melhor de mim. A cada dia será um desafio, é um campeonato de tiro curto e todo mundo tem de estar preparado", apontou.