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Bebês de velocistas olímpicos são a novidade no 4x100 m do Brasil

O velocista Rodrigo do Nascimento e sua mulher - Reprodução/Instagram
O velocista Rodrigo do Nascimento e sua mulher Imagem: Reprodução/Instagram

Amanda Romanelli

colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

15/06/2021 04h00

Em pleno ano olímpico, o revezamento 4x100 m masculino do Brasil vai ganhar novos integrantes ­—mas fora das pistas. Prestes a disputar em Tóquio a primeira Olimpíada de suas carreiras, os velocistas Rodrigo do Nascimento e Paulo André Camilo também vão estrear em 2021 no papel de pais.

Rodrigo, de 26 anos, vai viajar para o Japão já com a torcida do pequeno Théo, que nasceu em São Paulo no domingo (13), durante a realização da principal competição do atletismo nacional, o Troféu Brasil.

Por causa da chegada do primeiro filho com a mulher Mary Cubas, o velocista não terminou sua participação na disputa, iniciada na quinta-feira (10). Na sexta, Rodrigo foi medalha de bronze nos 100 m, com a marca de 10s24. No sábado, participou das eliminatórias dos 200 m (correu 21s52), mas não chegou a disputar a semifinal e a final da distância no domingo: Théo foi mais rápido e Rodrigo correu para a maternidade para acompanhar o nascimento do filho. O casal está junto há oito anos.

Paulo André, de 22 anos, foi o campeão dos 100 metros do Troféu Brasil: correu a prova mais rápida do atletismo em 10s09. Na comemoração, fez questão de dizer que será pai e celebrou a chegada de seu primeiro filho, que teve o chá revelação divulgado nas redes sociais do velocista no início de junho.

O homem mais rápido do Brasil na atualidade dedicou a vitória ao bebê cujo nome ele ainda não revelou. Paulo André, que desde criança tem a companhia do pai, Carlos José Camilo, como técnico, voltará de Tóquio para receber o filho, que deve nascer em setembro.

O revezamento 4x100 m masculino do Brasil, dono de três medalhas olímpicas (prata em Sydney/2000, e bronze em Atlanta/1996 e Pequim/2008), garantiu a classificação para Tóquio com o 4º lugar no Mundial de Doha, em 2019, quando também bateu o recorde sul-americano da prova (37s72).

A última temporada antes da pandemia foi plena em bons resultados para a equipe de velocidade. Em maio de 2019, o Brasil conquistou o inédito título do Mundial de Revezamentos, em Yohokama (Japão). Em agosto, também venceu os Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru).

Nesta temporada, no retorno às competições, o Brasil novamente foi à final do Mundial de Revezamentos, disputado na Polônia. Em busca do bicampeonato, a equipe brasileira chegou em segundo lugar, mas acabou desclassificada pelo erro de um atleta —Derick Souza pisou na linha da raia, o que é proibido.

Dentre os integrantes do revezamento, Paulo André é o único com índice para correr uma prova individual na Olimpíada de Tóquio. O prazo para obtenção de índices no atletismo termina em 29 de junho.