PUBLICIDADE
Topo

Flamengo

Bruno Henrique vê final como duelo pela hegemonia e se declara ao Fla

Bruno Henrique comemora gol do Flamengo contra o Corinthians pelo Brasileirão - Thiago Ribeiro/AGIF
Bruno Henrique comemora gol do Flamengo contra o Corinthians pelo Brasileirão Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

27/11/2021 05h55

Classificação e Jogos

Minutos antes da Supercopa do Brasil, Bruno Henrique foi a voz do vestiário do Flamengo ao enaltecer a efervescente rivalidade recente com o Palmeiras. E agora, às vésperas da maior final entre os clubes da história, em jogo único na Libertadores - hoje, às 17h (de Brasília), o atacante falou sobre o que espera da decisão em Montevidéu e se declarou ao clube carioca.

Desde 2019 no Fla, Bruno Henrique já vivenciou de perto a 'disputa particular' com o Palmeiras em cinco ocasiões - quatro empates e uma vitória, sendo que o placar de igualdade culminou no título da Supercopa após os pênaltis. Curiosamente, ele ainda não fez gol contra o Verdão, o que pode ser um combustível extra no sábado.

"Quando dois clubes disputam os principais títulos todos os anos, é normal que se crie ou potencialize uma rivalidade. Acho muito bom para o futebol brasileiro que Flamengo e Palmeiras tenham essa disputa particular. Queremos sempre vencê-los e vice-versa", disse Bruno Henrique, em entrevista ao "Lance!", projetando o confronto deste sábado, no Estádio Centenário.

"Uma final como essa, em jogo único, qualquer coisa pode acontecer. Em 2019, o River era favorito, tinha vencido a competição recentemente, tinha mais experiência, vários pontos fortes. E no final vencemos, na raça e na qualidade dos nossos jogadores. Jogo único é diferente de tudo. Vai levar quem estiver mais ligado, atento, concentrado. São dois grandes clubes que disputam a hegemonia do futebol brasileiro há alguns anos. Não preciso dizer mais nada", continuou.

Eleito o 'Rei da América' na campanha da conquista da Libertadores de 2019, o camisa 27 respondeu o que mudou do Bruno Henrique daquela temporada para o atual.

"Conheço melhor o clube, me sinto cada vez mais em casa. O Flamengo é apaixonante. Não tem como vestir essa camisa e não sentir uma energia diferente, então claro que depois de três temporadas sou mais Flamengo ainda. Penso em retribuir o carinho do torcedor com mais títulos", avaliou o atacante.

Nova coroa à vista?

Já sobre a possibilidade de ser eleito o melhor jogador da Libertadores novamente, algo possível sobretudo por ter marcado os quatro gols do Fla nas semifinais (dois em cada jogo contra o Barcelona-EQU), Bruno Henrique evitou definir a nova coroa de "Rei" como prioridade.

"Meu plano é ser campeão de tudo que for possível. Temos feito grandes temporadas, estamos na segunda final de Libertadores. Nosso grupo tem valor e nunca se abateu nos momentos mais difíceis. Pelo contrário, nos unimos mais. E quando o conjunto vai bem, naturalmente alguns jogadores chamam atenção. Os prêmios individuais são consequência e guardamos de recordação", disse o jogador.

Bruno Henrique concorre com Gabigol, Arrascaeta, companheiros de equipe, Weverton, Raphael Veiga e Rony o prêmio de "Best of the Tournament", em votação popular e que permitirá que o vencedor saia com um simbólico anel de craque do torneio e protagonista da "Glória Eterna".

Confira outros trechos da entrevista:

Pergunta: Como foi a preparação do grupo para focar tanto na decisão da Libertadores quanto na reta final do Brasileirão?

Resposta: O Renato tem passado muita tranquilidade para a gente. Todo dia ele fala que o importante é seguirmos nossas convicções e planejamento. E temos feito assim. Vinha rodado o elenco, e o time continua competitivo no Brasileiro. Importante pontuar, claro, mas sem esquecer que precisamos estar 100% na final.

P: O que pensa da concorrência na equipe titular, principalmente pela ótima fase de Michael, e o debate sobre quem poderia ser sacado do quarteto de ataque?

R: Desde que cheguei aqui, em 2019, o projeto do clube era montar elencos fortes todos os anos. E isso é bom porque deixa todo mundo motivado e aceso nos treinos e jogos. Não pode dar brecha, porque quem está no banco também tem muita qualidade. Quem ganha com isso é o Flamengo e a dor de cabeça é do treinador.

P: O fator Mundial já é debatido internamente, principalmente com a chegada de jogadores da Premier League e a possibilidade de enfrentar o Chelsea?

R: Não. Aqui só falamos da Libertadores. Nosso grupo é experiente o suficiente pra saber que tudo tem seu momento. Não adianta falar de Mundial se não ganharmos a Libertadores. Uma coisa de cada vez.

P: O Flamengo foi ao mercado nesta última janela e trouxe nomes importantes como Andreas Pereira, David Luiz e Kenedy. Como tem sido a relação do grupo com os novos reforços?

R: A melhor possível. É uma característica desse grupo receber bem quem chega de fora. E são atletas vindos da Europa, com experiência em grandes competições. Tudo fica mais fácil. Se olhar nosso elenco, vários já passaram por grandes clubes, Europa e Seleção. Vieram pra somar.

P: Por fim, poderia mandar uma mensagem para a torcida?

R: Estamos trabalhando com muita seriedade, foco e humildade. Contamos com aquela mesma energia de 2019. Aquelas vibrações, antes da viagem e no estádio, foram fundamentais pra gente.

Flamengo