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Com estratégias diferentes, Luxa oferece dificuldade ao Botafogo e é chave para vitória do Vasco

17/10/2019 08h30

A vitória do Vasco sobre o Botafogo teve alguns pontos marcantes. Primeiro gol de Bruno Gomes como profissional, Ribamar decisivo e Rossi participativo são uns dos exemplos. Acima de tudo isto, porém, está a presença de Vanderlei Luxemburgo. Com estilos de jogos diferentes durante a partida, a estratégia adotada pelo treinador foi essencial e ajuda a explicar o domínio do Cruz-Maltino em boa parte do duelo.

No primeiro tempo, a ordem era clara: incomodar os jogadores do Botafogo. Sempre que algum jogador alvinegro tinha a bola, era possível ver, pelo menos, três atletas cruz-maltinos por perto, fechando as opções de linha de passe e encurralando o espaço do adversário. Deu certo. Em boa parte da etapa inicial, os mandantes assustaram, enquanto os visitantes apresentavam dificuldade para sair do próprio campo.

O Vasco abriu 2 a 0 em um momento de superioridade na partida, dominando qualquer ímpeto ofensivo do Botafogo. O Alvinegro, porém, viu uma luz no fim do túnel com o gol de Marcelo Benevenuto, aproveitando cruzamento de Marcinho em escanteio gerado por erro de Henrique. O tento animou a equipe de Alberto Valentim, que pressionou no final da primeira etapa e chegou a criar uma chance real, mas Cícero parou em uma boa defesa de Fernando Miguel.

Em grande parte dos 45 primeiros minutos, o Vasco ditou o ritmo da partida. Ocupava o campo adversário, destruía e atacava a partir de uma roubada de bola. A parte defensiva, porém, não se destacou tanto, já que o Botafogo teve chances de empatar o marcador na etapa inicial, com ataques perigosos em cima dos laterais vascaínos.

MUDANÇA NO SEGUNDO TEMPO

?O Botafogo terminou o primeiro tempo animado, com a esperança de que um empate era possível. Desta forma, Vanderlei Luxemburgo assumiu um novo perfil na etapa complementar: o de esperar. A pressão intensa ficou para trás e o Cruz-Maltino iniciou uma postura de uma marcação mais baixa, "chamando" o Botafogo para o campo de ataque.

A intenção era trazer à tona a dificuldade do Botafogo em criar chances com a posse de bola, algo recorrente na temporada do clube de General Severiano. O Alvinegro teve 65% de posse de bola no segundo tempo, mas chutou apenas cinco vezes, nenhuma no alvo de Fernando Miguel. O Vasco, aproveitando os espaços nas costas dos laterais gerados pelos ataques, finalizou sete e obrigou Diego Cavalieri a realizar intervenções importantes.

A entrada de Marcos Júnior aos 14 minutos também é outro ponto marcante para a estratégia de Vanderlei Luxemburgo. O treinador leu o ritmo do jogo e, com a saída de Felipe Ferreira, resolveu reforçar o meio-campo com mais um atleta e, desta forma, dificultar ainda mais a vida do Botafogo, que começava a ter vantagem nas jogadas no setor, com as participações de João Paulo e Gustavo Bochecha.

O Botafogo teve a bola, mas não sabia o que fazer com a posse. Com um placar favorável, este cenário foi perfeito para o Vasco, que abriu mão de qualquer estratégia de propor jogo para aproveitar os buracos na defesa do rival. Mesmo com alguns problemas defensivos, principalmente no fim do primeiro tempo, o "Clássico da Amizade" teve uma vitória tática, além do triunfo dentro de campo, de Vanderlei Luxemburgo.

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