'Sociedade deu basta', diz presidente da CBF sobre manobra de opositores

As federações estaduais reforçaram apoio ao presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, em reunião realizada ontem (28). O movimento se dá após o crescimento da oposição para tentar derrubar a gestão. A articulação é encabeçada pelos ex-presidentes Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero.

Ednaldo não citou nominalmente os opositores, mas disse que a sociedade e órgãos do futebol disseram "basta" a esse grupo de oposição.

O movimento estava no nosso radar, vindo de grupos para os quais a sociedade disse basta. E não só a sociedade, mas também os órgãos do futebol e principalmente as federações. Elas não comungam com o que está acontecendo, sabem do nosso trabalho, da nossa transparência

Ednaldo Rodrigues

Ricardo Teixeira renunciou em 2012 por estar submerso em acusações de corrupção e recebimento de propina em contratos de patrocínio e direitos de transmissão.

Já Del Nero foi envolvido no FifaGate, em 2015, também sob acusação de ter recebido suborno em contratos de TV. Ambos foram banidos pela Fifa.

Os movimentos recentes

Grupos políticos que hoje estão fora do comando da CBF aproveitaram a instabilidade da seleção para se insurgir e tentar derrubar Ednaldo.

O presidente atual da CBF é alvo de dossiês que questionam os gastos da entidade sob seu comando.

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Há ainda dirigentes contrariados com a centralização das decisões feita por Ednaldo.

A gestão Ednaldo tem problemas com contas não pagas e atrasos em alguns pagamentos. Fornecedores moveram processos na Justiça para receber.

A reunião de ontem serviu para detalhar investimentos em campos de futebol e CTs em cidades do interior, além da reforma da Granja Comary.

Outras respostas de Ednaldo

Como vê isso tudo?

"Houve um manifesto de todas as federações. Nesse momento a gente sabe de onde parte. A gente tem todas as informações. É uma questão de mudanças de conceitos dentro da instituição. Quando assumimos, prometemos isso e estamos realizando".

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Para onde tem ido o dinheiro?

"Em qualquer situação que colocam que não houve clareza nisso ou naquilo, podem vir nos procurar. Sempre tivemos a postura de informar com a realidade, como fizemos hoje sobre os passos dados em relação à venda das aeronaves e a aplicação desses recursos".

Tem suporte político?

"Não teve ninguém das federações que não tivesse referendado o apoio ao trabalho. Isso não é de agora. Vem de quando fomos eleitos. Queríamos fazer uma mudança de comportamento da instituição. Todos comungam dessa mesma ideia. Não era ter parte que fosse vinculada a uma situação antiga e outra que fosse o novo. Eu não caberia nisso. Foi de uma forma bem clara. As federações deram o apoio e manifestaram isso através de um documento de apoio à administração, por tudo o que a administração tem procurado fazer".

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