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Ex-comandado tem Mano Menezes como exemplo e busca chance no Brasil

Diego Gavilán, atuou no Brasil por Inter, Grêmio e Flamengo - Arquivo Pessoal
Diego Gavilán, atuou no Brasil por Inter, Grêmio e Flamengo Imagem: Arquivo Pessoal

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

26/05/2022 04h00

Diego Gavilán foi um dos tantos atletas que esteve sob comando de Mano Menezes. No Grêmio, em 2007, o volante paraguaio foi peça importante da equipe vice-campeã da Copa Libertadores. Hoje com 42 anos, depois de pendurar as chuteiras, ele tem o treinador do Internacional como exemplo de profissional e inspiração na carreira de técnico.

"Eu tive o prazer de ter o professor Mano como treinador no Grêmio em 2007. Foi um período de muito aprendizado e de muito sucesso como jogador profissional. Não é fácil chegar a uma final de Libertadores. Aprendi coisas na época que me ajudam até hoje, mesmo como treinador. Minha relação com ele é excelente, além de isso é uma referência importante para mim", contou ao UOL Esporte.

"O Mano teve e continua tendo uma parcela importante dentro da minha inspiração para virar treinador de futebol. Ele é um excelente profissional e vou torcer sempre por ele. O currículo do Mano fala por si só, é um cara que treinou, por exemplo, a seleção brasileira. Fora inúmeros títulos relevantes no cenário nacional. Títulos aos quais também espero conquistar algum dia", completou.

Dos ensinamentos que ficaram para Gavilán está a relação com os atletas e a condução do vestiário. Todas qualidades atribuídas a Mano Menezes.

"O manejo do vestiário, o jeito de conversar e conviver com todos no dia a dia, o papo direto. E também claro, muitas coisas em relação à parte técnica/tática do que ele entende por futebol. Trago algumas coisas dele para o estilo de jogo que eu procuro sempre nas minhas equipes. Assim como algumas outras coisas de diversos outros profissionais", falou.

A exemplo da inspiração, Gavilán também passou por Inter e Grêmio. E, segundo ele, lidar com a rivalidade trabalhando nos dois clubes faz parte do contexto do futebol gaúcho.

"Acho que o melhor caminho é trabalhar muito e falar pouco. Respeitando sempre cada clube e seus torcedores. Esse foi meu pensamento quando passei por essa situação. Rivalidade sempre teve e vai continuar tendo, isso é o que move o futebol. Mas ser profissional é extremamente necessário e tenho certeza que é algo que o Mano sabe lidar muito bem", afirmou.

De olho em chance no Brasil

Diego Gavilán, ex-jogador de futebol com passagens por Inter, Grêmio e Flamengo - Fernando Torres / CCP12 - Fernando Torres / CCP12
Imagem: Fernando Torres / CCP12

Como jogador, Gavilán defendeu Inter, Grêmio e Flamengo no Brasil, além de passagens pelo Newcastle, da Inglaterra, pelo futebol italiano, mexicano, argentino, peruano e, claro, paraguaio.

Diego Gavilán, técnico do sub-23 do Cerro Porteño - Instagram/Club Cerro Porteño - Instagram/Club Cerro Porteño
Diego Gavilán comanda treino do time sub-23 do Cerro Porteño
Imagem: Instagram/Club Cerro Porteño

Como treinador ele teve uma curta oportunidade no Rio Grande do Sul comandando o Pelotas em 2019, além de trabalhar no Olimpia Itá, no Deportivo Capiatá, no Sportivo Trinidense, no Sol de América e na base do Cerro Porteño, todos no Paraguai.

"Sinto que tenho evoluído cada vez mais como treinador. São cinco clubes na categoria profissional, uma disputa de Libertadores e uma experiência incrível no Brasil. Já possuía as licenças da APF e PRO da Conmebol, que me possibilitam comandar qualquer clube, mas para aprender ainda mais realizei também o curso da Licença A da CBF. Além, claro, de diversos estágios com treinadores renomados, com o intuito de absorver o máximo possível outras ideias. Em relação ao meu trabalho no momento, faço parte do Cerro Porteño desde 2021, como treinador do sub-23 em um projeto interessante do clube, junto com o Arce que é o comandante do time principal", contou.

E o objetivo, agora, é regressar ao Brasil para assumir outro clube. O conhecimento do futebol brasileiro poderá ajudar no próximo passo da carreira.

"Meu plano para o futuro é voltar ao Brasil para trabalhar, isso num futuro bem próximo. Gosto muito do futebol brasileiro, é um mercado bastante competitivo. Fiz uma carreira bonita como jogador e também quero fazê-la como treinador. Ainda não tenho uma situação em concreto, mas sempre tem sondagens de alguns clubes para voltar. Adoraria trabalhar no Rio Grande do Sul, onde construí minha história no futebol no Brasil, mas também gostaria de comandar um clube em outros Estados que também conheci como atleta, por passar mais de cinco anos no país", finalizou.

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