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Juíza arquiva denúncia de estupro de Robson Bambu e caso é encerrado

Robson Bambu em treino do Corinthians - Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Robson Bambu em treino do Corinthians Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Yago Rudá

Do UOL, em São Paulo

18/05/2022 14h14

A juíza Paloma Moreira de Assis Carvalho, do Foro Central Criminal da Barra Funda do Tribunal de Justiça de São Paulo, homologou ontem (17) o pedido do Ministério Público para arquivar o inquérito contra o jogador Robson Bambu, do Corinthians. O atleta e também seu amigo Wellington Sobral, o Pezinho, eram acusados de estupro de vulnerável.

"Nos termos da manifestação do representante do Ministério Público, feitas as devidas anotações e comunicações, homologo o pedido de arquivamento destes autos de inquérito policial, sem prejuízo do reexame da matéria, nos termos do disposto no artigo 18 do Código de Processo Penal", escreveu a magistrada em decisão publicada ontem no Tribunal.

Na última segunda-feira (16), o promotor responsável pelo caso Marcio Takeshi Nakada pediu o arquivamento do caso por entender que 'não há indícios suficientes nem justa causa para a deflagração de ação penal contra os investigados'. A investigação foi conduzida pela delegada Kátia Domingues Salvatori, da Polícia Civil, que não apontou o zagueiro do Corinthians e também seu amigo como autores do crime.

Com a decisão da juíza pelo arquivamento, o caso está encerrado. O jogador trabalha normalmente no CT Joaquim Grava e, ontem (17), foi titular do Corinthians diante do Boca Juniors, na Bombonera. Robson Bambu tem contrato de empréstimo com o clube do Parque São Jorge até o fim deste ano e depois retorna ao Nice, da França.

A denúncia

No dia 3 de fevereiro deste ano, Marina (*um nome fictício), 25, procurou 4ª Delegacia da Mulher, região norte, relatando que no dia anterior (2), que sofreu abuso por parte de Bambu. Alegando não lembrar o que aconteceu direito após manter relações com Pezinho, mas que pegou no sono e quando acordou, acabou por surpreender Robson, deitado sobre ela, nu, e que ele introduzia o dedo dele, em sua vagina. No momento dos fatos, ela também estava nua, e que o rapaz com quem havia ido para o quarto (Pezinho) observava o ato.

Em seu depoimento à polícia, Marina disse acreditar que havia sido dopada. O exame toxicológico, porém, não detectou presença de álcool, apenas para canabidiol e THC, substâncias presentes na maconha. Ela afirma que fumou apenas um cigarro eletrônico naquela noite.

Marina admite que consumiu bebida alcoólica e afirma que o quarteto ficou na balada até 6h30. Depois, eles foram para o hotel Blue Tree, no bairro Anália Franco, no veículo de Pezinho.

Pelo relato da vítima, ela foi com Pezinho para um quarto no oitavo andar do hotel, onde tiveram relação sexual consensual, enquanto Robson Bambu e a amiga dela se dirigiram para um cômodo no quinto andar. E que os fatos teriam ocorrido já manhã do dia 3.

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