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MP pede arquivamento de inquérito sobre suposto estupro de Robson Bambu

Robson Bambu, do Corinthians, em coletiva de apresentação - Reprodução
Robson Bambu, do Corinthians, em coletiva de apresentação Imagem: Reprodução

Talyta Vespa, Thiago Braga e Yago Rudá

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

16/05/2022 11h26

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Em decisão publicada nesta segunda-feira (16), o Ministério Público de São Paulo pediu arquivamento do inquérito policial que apura um suposto estupro cometido pelo zagueiro Robson Bambu, do Corinthians.

De acordo com o promotor Marcio Takeshi Nakada, responsável pelo caso, "não há indícios suficientes nem justa causa para a deflagração de ação penal contra os investigados".

Agora, a Justiça vai decidir se acata o pedido do promotor, de arquivar o inquérito, ou se o caso terá prosseguimento. Para isso, a ação terá de ser remetida à procuradoria do Estado de São Paulo, que pode tanto oferecer a denúncia como optar pela manutenção do arquivamento.

Há duas semanas, a Polícia Civil de São Paulo havia remetido o inquérito envolvendo o zagueiro do Corinthians e um amigo ao MP. No documento, a delegada Kátia Domingues Salvatori, que comandou as investigações, não apontou Bambu como autor do crime. Wellington Sobral, o Pezinho, amigo de Bambu e que estava sendo investigado assim como o jogador, também não foi indiciado.

No dia 3 de fevereiro deste ano, Marina (*um nome fictício), 25, procurou 4ª Delegacia da Mulher, região norte, relatando que no dia anterior (2), que teria sofrido abuso por parte de Bambu. Alegando não lembrar o que aconteceu direito após manter relações com Pezinho, mas que pegou no sono e quando acordou, acabou por surpreender Robson, deitado sobre ela, nu, e que ele introduzia o dedo dele, em sua vagina. No momento dos fatos, ela também estava nua, e que o rapaz com quem havia ido para o quarto (Pezinho) observava o ato.

Em seu depoimento à polícia, Marina disse acreditar que havia sido dopada. O exame toxicológico, porém, não detectou presença de álcool, apenas para canabidiol e THC, substâncias presentes na maconha. Ela afirma que fumou apenas um cigarro eletrônico naquela noite.

Marina admite que consumiu bebida alcoólica e afirma que o quarteto ficou na balada até 6h30. Depois, eles foram para o hotel Blue Tree, no bairro Anália Franco, no veículo de Pezinho.

Pelo relato da vítima, ela foi com Pezinho para um quarto no oitavo andar do hotel, onde tiveram relação sexual consensual, enquanto Robson Bambu e a amiga dela se dirigiram para um cômodo no quinto andar. E que os fatos teriam ocorrido já manhã do dia 3.

Contratado por empréstimo junto ao Nice-FRA neste ano para reforçar a zaga alvinegra, Robson Bambu estreou pelo Corinthians em 20 de março de 2022. Robson Bambu não foi relacionado para o empate sem gols do Corinthians com o Deportivo Cali, na Colômbia, nesta quarta-feira (4). Segundo apurou o UOL, Bambu foi cortado ontem porque o elenco viajou com mais do que 23 jogadores e alguém precisava ficar de fora. O corte, então, não tem relação com as investigações.

"Vou analisar o pedido [de arquivamento] e me manifestar dentro do processo", afirmou Luis Carlos Pileggi, defensor de Marina.

O que diz a defesa de Robson Bambu

"Como a defesa de Robson já vinha insistindo, as provas cuidadosamente produzidas nos autos apontavam para a sua absoluta inocência. Robson é uma pessoa correta, pai presente de uma linda bebê, e sempre tratou as mulheres com todo o devido respeito. Lamenta-se a forma como o caso foi tratado por parte da imprensa, que chegou a pedir seu afastamento, causando, assim, inegáveis prejuízos à sua carreira e imagem. E tudo isso antes da conclusão do inquérito. Que fique a reflexão."

O que diz a defesa de Wellington (Pezinho)

"O que lamentamos é que, mesmo se tratando de caso sigiloso, parte da imprensa tenha feito um pré-julgamento equivocado, condenando os investigados, sem aguardar o desfecho do caso e sem que eles pudessem apresentar defesa pública na mesma medida", diz a advogada. "É preciso ressaltar que uma falsa acusação de delitos sexuais causa danos irreparáveis também às verdadeiras vítimas de violência, já que abala a credibilidade de um debate fundamental."

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