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Por que Gómez consegue sequência maior de jogos que colegas no Palmeiras

Gustavo Gómez durante a final do Palmeiras contra o São Paulo pelo Paulistão 2022 - Marcello Zambrana/AGIF
Gustavo Gómez durante a final do Palmeiras contra o São Paulo pelo Paulistão 2022 Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Diego Iwata Lima

Do UOL, em São Paulo

29/04/2022 04h00

Classificação e Jogos

Para passar pela longa sequência de jogos e viagens que o Palmeiras vem enfrentando neste ano, a comissão técnica, com auxílio do Núcleo de Saúde Performance (NSP), vem promovendo um rodízio entre os atletas, a fim de que ninguém jogue muitas partidas seguidas. O único jogador que vem escapando dessa regra é o capitão Gustavo Gómez. E isso acontece por uma série de fatores.

Gómez soma atualmente dez jogos seguidos como titular do time. Entre os jogadores de linha, ninguém chega nem perto da marca. Em segundo lugar, os dois que têm mais jogos são o volante Danilo e o lateral Piquerez, com quatro jogos cada. Weverton soma nove. Os goleiros, contudo, são casos totalmente à parte, pela própria natureza da posição.

E o que permite a Gómez ter tal índice? A resposta é ampla, mas pode ser resumida em: a "nota de Gómez" é normalmente alta.

Comissão tem relatório diário

Chefiado por Daniel Gonçalves, o NSP reúne os profissionais do departamento médico, preparação física, fisiologia, odontologia, nutrição, podologia e psicologia, entre outros que trabalham com o elenco.

Diariamente, Daniel se reúne com membros da comissão técnica e apresenta um relatório com notas de 0 a 10 dos jogadores quanto a seus índices de recuperação física, baseado em análise dos profissionais de todos esses departamentos citados acima. E a nota de Gustavo Gómez vem sendo sempre próxima do 10.

"Independentemente da nota, a decisão do Abel é soberana. A não ser que a gente vete o jogador por conta de incapacidade física, limitação acentuada ou extrema probabilidade de lesão, é sempre o treinador que define quem joga", explicou Gonçalves, em entrevista ao UOL Esporte.

Parte dessa nota alta tem a ver com a posição em que Gómez atua. "O zagueiro participa menos das transições que um meia box to box, um lateral ou um extremo (ponta)", explica Gonçalves, ao dizer que o desgaste dele por partida, em teoria, é menor, por exemplo, que o de Rony. "Mas muito (dessas altas notas de Gómez) vem das próprias condições dele", acrescenta.

Se "deixarem", Abel o escala sempre

Outro ponto que contribui para a sequência de Gómez é a confiança que Abel tem no jogador. O paraguaio não é seu capitão por acaso. Abel tem escalado o jogador até em partidas teoricamente mais fáceis, como contra o Independiente Petrolero, pela Libertadores.

Não que Gómez tenha jogado sob risco de lesão. Mas alguns atletas com o mesmo índice do zagueiro são barrados, enquanto o capitão vai a campo. "O Abel tem plena confiança nele, e a resposta do Gustavo é sempre positiva quanto a jogar", conta Daniel Gonçalves.

Mas, em algum momento, Gómez terá de ser poupado. E a julgar pelo próximo adversário, não será surpresa se o zagueiro não enfrentar o Juazeirense-BA amanhã, em Barueri, pela ida da terceira fase da Copa do Brasil.

"Em algum momento, vai acontecer de o jogador ter uma queda em algum índice", diz Daniel. Ou simplesmente precisar mesmo de um descanso. "Até porque, o número de jogos seguidos aumenta a propensão a lesões", diz Gonçalves, sobre algo que automaticamente abaixaria a nota de Gómez, sempre um dos mais aplicados e brilhantes alunos do professor Abel.

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