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Balieiro vira 1º opção em setor problemático para o Santos na temporada

Do UOL, em São Paulo

24/10/2021 04h00

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A derrota por 2 a 0 para o América-MG, ontem (23), na Vila Belmiro, expôs a fragilidade de um setor problemático do Santos na temporada. Em um espaço de três minutos, o Peixe perdeu Camacho (por contusão) e Jean Mota (por expulsão) no momento em que o primeiro tempo estava perto do fim com um empate sem gols.

Uma lesão muscular tirou Camacho do time aos 41 minutos. No seu lugar, Jean Mota entrou para cumprir uma função que não é sua de origem. Em seu segundo lance, cometeu pênalti em Ademir e foi expulso. Foi o início da derrocada santista diante de quase 7 mil torcedores. A derrota em casa pode empurrar o time para a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro ainda hoje.

Já é certo que ambos os jogadores não poderão atuar na próxima partida. Além de ter pouco tempo de recuperação para curar uma lesão muscular, Camacho levou o terceiro cartão amarelo quando já estava no banco de reservas. Por isso, tanto ele quanto Jean Mota não poderão atuar contra o Fluminense, na próxima quarta (26), na mesma Vila Belmiro, em jogo atrasado da 23ª rodada.

Sem eles à disposição, a opção mais provável que aparece no elenco santista é Vinícius Balieiro. O jogador de 21 anos de idade teve sua ausência questionada a Carille depois do confronto. Para o treinador santista, a preferência não recaiu sobre ele por se tratar de um atleta com mais recursos para destruir jogadas.

Balieiro foi uma das soluções encontradas por todos os treinadores que passaram pelo Peixe nesta temporada em várias posições. Ele já atuou na lateral direita com o argentino Ariel Holan e chegou a ser testado como zagueiro pela direita com Fernando Diniz. Nas mãos de Carille, formou o tripé defensivo em algumas partidas.

Outra opção à vista no elenco alvinegro é Jobson. O atleta sofreu uma grave lesão no joelho em 2020, mas já está à disposição. Atuou no segundo tempo da vitória sobre o Grêmio, mas ficou fora das últimas três partidas. Dificilmente ele reuniria boas condições físicas para assumir a condição de titular para um jogo que acontece daqui a três dias.

A função de proteger a zaga tem sido um problema para o Santos desde o começo da temporada. O jovem Sandry, de 19 anos, era o dono da posição na pré-temporada. Porém, pouco antes da estreia no Campeonato Paulista, sofreu ruptura de ligamento no joelho e está afastado. O retorno dele está previsto para novembro.

Alison, titular de Cuca na campanha do vice-campeonato da Libertadores de 2020, também atuou na função. Perdeu espaço após a contratação de Camacho a pedido de Fernando Diniz. O ex-técnico do Peixe preferia um jogador mais técnico para organizar a saída de bola. Com isso, o volante acabou vendido para o Al-Hazem, da Arábia Saudita.

Antes de todos esses problemas surgirem, o Santos já havia criado alternativas para melhorar seu jogo no setor. Depois que Ariel Holan pediu demissão, Marcelo Fernandes e Fernando Diniz ajustaram o posicionamento de Jean Mota, tornando-o um volante pela esquerda. E foi justamente isso o que tentou Carille ontem. O jogador, porém, só teve dois minutos para mostrar serviço.

Sem Sandry, Alison, Camacho, Jean Mota e Jobson, a vaga na cabeça de área deve voltar a cair no colo de Balieiro, um jogador que chegou a ser afastado do elenco principal por causa de uma longa discussão para renovação de contrato. A tendência é que ele forme o meio-campo ao lado de Zanocelo e Carlos Sánchez contra o Fluminense, na quarta (26), às 20h30, na Vila Belmiro.

Enquanto isso, o Santos prepara sua torcida para se manter fora da zona de rebaixamento. Para ficar fora do Z-4 na 28ª rodada, o Peixe terá de torcer para o Bahia perder para a Chapecoense em casa hoje (24) e para Grêmio e Sport não ganharem de Atlético-GO e Palmeiras, respectivamente, amanhã (25).

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