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Marluci: 'Raphinha fez seleção deixar de ser óbvia e até reanimou Neymar'

Do UOL, em São Paulo

15/10/2021 04h00

Classificação e Jogos

Em seu primeiro jogo como titular da seleção brasileira, Raphinha correspondeu às expectativas. O meia-atacante voltou a se destacar e marcou duas vezes na goleada de 4 a 1 sobre o Uruguai, nesta quinta-feira (14), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-2022. O jogador, de 24 anos, já havia entrado bem nas partidas contra Colômbia e Venezuela, e ganha espaço cada vez maior com Tite.

No Fim de Papo, live pós-rodada do UOL Esporte —com os jornalistas Isabella Ayami, Mauro Cezar Pereira, Marluci Martins e Rodolfo Rodrigues— os comentaristas elogiaram a atuação de Raphinha e o veem como um nome promissor para o setor ofensivo da seleção brasileira.

"Poderia estar elogiando outros jogadores, mas ele foi o fator novo. Acho que é cedo para falar em otimismo, mas ele traz uma expectativa por jogos melhores da seleção, que consegue, com ele, improvisar mais, deixar de ser tão óbvia, cansativa, enfadonha, preguiçosa. Parece até que ele reanimou o Neymar, que, talvez, precise também. As recentes declarações mostram isso, um jogador entediado e sem criar para si próprio perspectiva para o futuro. Que o Raphinha traga essa alegria também para o Neymar", afirmou Marluci.

Para Mauro, o bom desempenho em seus primeiros jogos pela seleção já credencia Raphinha a ter uma vaga nas próximas convocações de Tite. "Ele não é exatamente uma novidade para quem acompanha futebol europeu. O Raphinha chegou com o pé na porta. Até a Copa não sei. De repente, ele é chamado outras vezes, joga mal e o Tite fala 'jogou bem três jogos; agora chega, não me convenceu'", comentou.

Marluci se surpreendeu ao ver como Raphinha não sentiu o peso de jogar pela seleção e se encaixou bem no time. "É impressionante que um jogador de 24 anos, que não tem história no futebol brasileiro, tenha essa desenvoltura. Sabendo que é a chance da vida dele. Fico me perguntando como o Tite vai tirá-lo do time agora. Foi ele que devolveu essa alegria à seleção que a gente não vinha vendo. Contra a Venezuela, ele mudou o jogo. Entrou bem contra a Colômbia, de novo. E hoje [ontem], em sua estreia como titular, fazer dois gols e jogar o que jogou...", observou.

Para a colunista, Raphinha foi um achado e só tem a acrescentar à seleção. "Ele foi substituído no segundo tempo para dar um gás maior para a seleção com a entrada do Everton Ribeiro. É um tipo de jogador que a gente quer ver mais em ação. O Brasil produz muito jogador talentoso como ele. Essa personalidade dele merece destaque, por representar o Brasil onde não brilhou. É um jogador que vinha fazendo sucesso lá fora, mas o brasileiro quase não o viu jogar. Isso chama a atenção e é mais uma alternativa para o Tite. É mais uma alegria para o Neymar, que precisa desse parceiro. Tomara que brilhe mais vezes", completou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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