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RMP: Diretoria do Flamengo perdeu a noção da realidade econômica brasileira

Do UOL, em São Paulo

16/09/2021 12h25

Classificação e Jogos

O Flamengo realizou o seu primeiro teste com torcida no Maracanã ontem (15), na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio, no Maracanã, mas a quantidade de público ficou abaixo da expectativa em relação ao máximo estipulado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e o clube, com 6 mil pagantes, contra o limite de até 24 mil.

No UOL News Esporte, Renato Maurício Prado culpa os preços cobrados pelos ingressos como fator que dificultou para que o Flamengo pudesse contar com a presença de mais torcedores, em um número mais próximo do previsto, do que os que efetivamente marcaram presença, lembrando também a obrigatoriedade do teste PCR.

"O público foi decepcionante para a diretoria do Flamengo, a diretoria do Flamengo achava que iria botar lá os 24 mil, afinal de contas, o Flamengo não jogava há praticamente um ano com torcida, havia uma demanda reprimida gigantesca, mas os preços são muito caros, o preço mais barato é R$ 100, você bota mais ainda o preço do PCR, que você é obrigado a fazer e fica praticamente inviável", afirma Renato.

O jornalista destaca que aparentemente o comportamento do público dentro do estádio ocorreu de forma correta, com distanciamento, apesar das aglomerações no entorno do Maracanã. Ele também lembra que a liminar que permitia o segundo teste de público diante do Grêmio pelo Brasileirão foi derrubada.

"Agora, os 6 mil que foram, talvez até justamente por ser muito menos do que eles esperavam, eu acho até que dentro do estádio, de uma maneira geral, eles estavam com distanciamento, achei até o comportamento da torcida dentro do estádio bom, mas é claro, deslocamento, metrô, não tem jeito, isso vai sempre ter mais aglomeração quando você tem público no estádio", diz Renato.

"Só que agora o Flamengo só vai voltar a ter público na Libertadores, porque a liminar já foi cassada e o jogo com o Grêmio, que estava até ameaçado de não haver se a rodada fosse adiada, não vai ter público", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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