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Inter vive turbulência política com impacto no campo prestes a pegar o Fla

Protestos da torcida esquentam ambiente interno e mostram desgaste no Inter - Reprodução
Protestos da torcida esquentam ambiente interno e mostram desgaste no Inter Imagem: Reprodução

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

03/08/2021 12h00

Não bastasse toda dificuldade natural de enfrentar o Flamengo no Rio de Janeiro, o Internacional tem problemas além do campo na semana que antecede o duelo da 15ª rodada do Brasileiro. A saída do vice de futebol João Patrício Herrmann, ontem (2), foi apenas um capítulo da turbulência política do clube.

Quando assumiu a presidência, Alessandro Barcellos carregou duas palavras como essenciais na gestão que pretendia: ruptura e união.

Por mais que pareçam caminhar em sentidos contrários, os termos são alinhados dentro do contexto almejado. A ruptura se tratava dos conceitos antigos de gestão de clube, das regras, na visão do comando, ultrapassadas de processos internos.

A união mirava o ambiente político, há muito tempo completamente rachado e com peças de um quebra-cabeças que parecem jamais combinar. Os encaixes desfeitos em tempos passados, porém, estão cada vez mais claros e distantes de formarem a imagem que adorna sempre a caixa do passatempo citado.

Internamente, o Internacional encontra sinais de descontentamento no grupo, com a colocação de faixas por torcedores no Beira-Rio cobrando determinados jogadores e pela exposição em momentos de conflito com a torcida. O impacto político no campo se dá na instabilidade do ambiente, que impõe recuperação em meio a conflitos internos e externos.

Ao mesmo tempo, há reclamações sobre a presença de movimentos políticos como parte da organizada que orquestra os principais atos de cobrança, a Guarda Popular. Segundo apuração da reportagem, no ambiente do Colorado se debate a ação de pessoas ligadas ao clube na promoção de um clima adverso, o que mostra exatamente o contrário da união esperada.

Ainda aparece no debate vermelho a contratação de um coordenador técnico. Plano desde o início da gestão, a peça ainda não foi encontrada ou inserida no ambiente. A cada insucesso no campo, o posto volta a ser citado como "parte importante" da conquista de resultados.

Enquanto isso, a zona de rebaixamento está próxima. Como informou o UOL Esporte, já há preocupação com a evolução de rivais e a proximidade da linha de degola.

Até a colocação de um novo vice de futebol, que não irá tardar, Alessandro Barcellos se aproximará mais das rotinas da pasta mais importante do clube, acumulando funções em um ambiente longe do almejado, mas não tão distante do corriqueiro no Beira-Rio.

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