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Sylvinho explica blindagem ao elenco após fala de Avelar: 'Situação grave'

Yago Rudá

Do UOL, em São Paulo

24/06/2021 22h10

Responsável pelo time do Corinthians e chefe da comissão técnica no CT Joaquim Grava, Sylvinho optou em não entrar em maiores detalhes ao ser questionado sobre a rescisão contratual do zagueiro Danilo Avelar após uma fala de cunho racista. O comandante do Timão reconheceu a gravidade do caso, mas preferiu falar sobre a blindagem realizada ao elenco durante as últimas horas.

"O clube já se posicionou. Sim, é uma situação grave. Eu, obviamente, como treinador me senti preocupado com os nossos atletas. Tínhamos um dia e meio de treinamento. Quando utilizei a palavra blindar, talvez o correto seria isolar. Os atletas tinham um jogo em 36 horas, pouquíssimo tempo para entrar em campo. Não tivemos bons resultados e nos preocupávamos com a performance deles em campo. Hoje, o fizeram bem. Foi assim que gerenciamos o caso", afirmou Sylvinho, demonstrando desconforto ao falar sobre o episódio.

Na madrugada da última terça (22) para quarta-feira, o zagueiro Danilo Avelar participou de uma partida de Counter Strike e chamou um outro usuário do jogo de 'fih de rapariga preta'. O jogador reconheceu seu erro, desculpou-se em nota oficial emitida nas suas redes sociais e, ao fim do dia de ontem (23), após longas horas de indefinição, teve seu contrato rescindido com o clube do Parque São Jorge.

A pressão exercida pela torcida nas redes sociais e o posicionamento de vários grupos dentro do clube foram determinantes para que o caso ganhasse força e a gestão presidida por Duilio Monteiro Alves tomasse a decisão. Em meio a todo este contexto, o técnico Sylvinho treinava a equipe no CT Joaquim Grava e os atletas aguardavam uma definição sobre o futuro de seu colega de trabalho.

Os termos da rescisão contratual ainda serão negociados. Danilo Avelar tinha contrato com o Corinthians até o dia 31 de dezembro de 2022 e, por contrato, receberia R$ 7 milhões em salários. Além deste valor, o clube do Parque São Jorge ainda deve R$ 4,4 milhões ao Torino, referentes à segunda parcela da compra do atleta, realizada em 2019.

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