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Diretoria do Cruzeiro busca reforços antes do provável transfer ban da Fifa

Rodrigo Pastana tem missão difícil de trabalhar sem dinheiro e com punições da Fifa se aproximando - Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Rodrigo Pastana tem missão difícil de trabalhar sem dinheiro e com punições da Fifa se aproximando Imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

13/06/2021 04h00

Classificação e Jogos

O Cruzeiro tem um novo treinador, um novo diretor de futebol, mas acumula velhos e graves problemas. Perto de sofrer mais uma punição da Fifa, impedimento de contratações [transfer ban] por não ter quitado dívida com o Defensor Sporting (URU) — ainda referente ao meia Arrascaeta —, a diretoria corre contra o tempo na tentativa de contratar reforços. Sem dinheiro, na lanterna da Série B e imerso em uma crise profunda na relação presidente x torcida, o clube ainda se vê ignorado pelos principais empresários no mercado da bola, o que torna a missão ainda mais inglória.

Como alternativa aos problemas financeiros, a solução para dar opções a Mozart tem sido aproveitar atletas que estavam escanteados, como os volantes Lucas Ventura [o Nonoca] e Ariel Cabral, o meia Marcinho e o atacante Thiago, todos sem chances com Felipe Conceição, demitido após a eliminação do Cruzeiro na Copa do Brasil. Além desses, Marcelo Moreno, a serviço da Bolívia na Copa América, voltará a ter chances ao retornar à Toca II, como afirmou Mozart em sua apresentação.

Quem também volta, mas com certa contrariedade por não receber salários há meses, é o meia Giovanni Piccolomo. O diretor de futebol Rodrigo Pastana comunicou ao Avaí que o Cruzeiro exerceria o direito de pedir o retorno do jogador conforme previsto em contrato.

A questão do aproveitamento dos atletas que antes estavam ignorados é a falta de convicção da diretoria. O presidente Sérgio Santos Rodrigues, que é o maior alvo dos torcedores atualmente, chegou a concordar que o Cruzeiro não precisava e um meia armador ao defender o estilo de jogo de Conceição. E insinuou que pedir um camisa 10 era 'não conhecer futebol'. Agora, Marcinho e Piccolomo serão opções no elenco à disposição de Mozart.

"Muita gente comenta futebol sem conhecer futebol. Às vezes fala, 'ah, no Cruzeiro está faltando um camisa 10'. Mas no estilo de jogo dele (Conceição) não tem camisa 10. O Felipe joga no 4-3-3, com um volante fixo e dois volantes batendo e voltando o tempo inteiro. Ele prefere jogadores de intensidade, igual a gente fala, que corram muito, que cheguem e façam o gol, e voltem para marcar, do que você ter um camisa criativo. Então, são perfis diferentes de estilo de jogo. E joga como a gente quer, com posse de bola, atacando muito", declarou há algumas semanas em participação na live do canal Clube Ligados, no YouTube.

Mais cobranças na Fifa

O Cruzeiro não tem dinheiro para pagar em menos de duas semanas algo em torno de R$ 7 milhões pela dívida com o Defensor Sporting. Nos bastidores já se fala que o clube "dará o cano" mais uma vez e por isso sofrerá com o transfer ban. A alternativa para o pagamento, o empresário do ramo supermercadista Pedro Lourenço, mecenas que ajudava o clube, rompeu ligações com o atual presidente, que está completamente isolado e sem apoio.

Além dessa cobrança o clube poderá sofrer outras duas execuções: do "caso Denílson", que custou ao clube seis pontos na Série B do ano passado. A dívida já supera R$ 5,5 milhões com o Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos. Se o Cruzeiro não pagar essa pendência poderá ser sumariamente rebaixado à Série C.

A dívida pela contratação de Riascos, contratado em 2015 junto ao Monarcas Morelia, também deve ser executada ainda neste ano. Serão mais R$ 5,8 milhões cobrados.

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