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Sem boas propostas, Kanu fica no Botafogo e segue em lista de negociáveis

Kanu, zagueiro do Botafogo - Vitor Silva/Botafogo
Kanu, zagueiro do Botafogo Imagem: Vitor Silva/Botafogo

Alexandre Araújo e Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

06/03/2021 04h00

Alvo de recentes propostas de clubes como o São Paulo e Cruz Azul, do México, o zagueiro Kanu fica no Botafogo. Porém, em meio à reformulação do elenco e diante da necessidade do clube ter fontes de renda, uma negociação ainda nesta temporada não está descartada pela cúpula, desde que os valores agradem.

Na estreia no Campeonato Carioca, na última quarta-feira (3), Kanu foi o capitão da equipe e, após o empate sem gols com o Boavista, demonstrou foco no Alvinegro, ressaltando a relação que construiu.

"Muito feliz, uma honra ser capitão desse clube, o clube que me criou. Sou muito feliz e respeito muito essa camisa. Vou continuar dando a vida por esse clube e vamos firme nesta temporada em prol do nosso objetivo principal, que é subir para a Série A", disse em entrevista à BotafogoTV.

Cria da base, o zagueiro é visto como um jogador que pode gerar bons investimentos no mercado da bola. E, até por isso, o Glorioso tem feito jogo duro em relação aos valores envolvidos. A ideia é, em meio à crise financeira, conseguir quantias que façam valer a pena perder um titular. Fora isso, as tratativas não têm avançado.

Até aqui, Kanu foi alvo do interesse do Cruz Azul, do México, que buscava um empréstimo. A contraproposta alvinegra, porém, afastou os mexicanos por conta dos valores — US$ 400 mil dólares (cerca de R$ 2,1 milhões) pelo empréstimo e, ao fim deste vínculo, algo em torno de US$ 4 milhões (R$ 21 milhões na cotação atual).

Posteriormente, o São Paulo fez duas investidas pelo jogador, mas foram recusadas. A última envolvia R$ 5 milhões por 50% pelos direitos econômicos do atleta, mas R$ 1,5 milhão para abater parte de uma dívida que o Glorioso tem com o Tricolor paulista. Os moldes não agradaram aos cariocas. Depois do segundo "não", o Alvinegro ainda colocou à mesa uma nova possibilidade, para a compra de 20% dos direitos, mas que não chamou a atenção do clube do Morumbi.

A diretoria analisa o futuro de algumas peças que atualmente estão à disposição do técnico Marcelo Chamusca, buscando um grupo com um melhor custo-benefício.

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