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Dedé tem pedido negado pela Justiça para rescindir com Cruzeiro, diz rádio

Zagueiro, que tem vínculo com o clube até o fim do ano, deverá pagar ainda R$ 277,8 mil referente às custas do processo - Vinnicius Silva/Cruzeiro
Zagueiro, que tem vínculo com o clube até o fim do ano, deverá pagar ainda R$ 277,8 mil referente às custas do processo Imagem: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Do UOL, em São Paulo

29/01/2021 09h41Atualizada em 29/01/2021 17h13

O zagueiro Dedé, que acionou a Justiça para rescindir com o Cruzeiro em uma ação de cobrança estipulada em mais de R$ 35 milhões, teve seu mandado de segurança indeferido na noite de ontem. A informação foi publicada pela Rádio 98.

Em sua decisão, o desembargador Paulo Maurício Ribeiro Pires também condenou o jogador - que já havia visto um pedido rejeitado - a arcar com as custas do processo. O valor a ser pago é de R$ 277,8 mil.

Pires ainda repudiou o argumento da defesa, que afirmou, na ação inicial, que Dedé estava em uma situação semelhante a de um escravo no Cruzeiro. O despacho foi publicado pela rádio:

"Sob outra ótica, lamenta-se a afirmação inicial de que o impetrante, cuja remuneração aduz corresponder a R$ 750.000,00 (e que ao menos parcialmente foi incontroversamente paga ao longo dos anos), esteja sendo submetido 'a permanecer como um 'escravo'", escreveu o desembargador.

"Lastimável comparação, notadamente em se considerando o crítico momento sócio-econômico por que passa a esmagadora maioria da população brasileira, em razão das consequências da pandemia que vem assolando o mundo, correspondente à disseminação da covid-19 - muitos almejando meramente obter um emprego em que receba o salário mínimo, no ano corrente reajustado para o montante de R$1.100,00", completou Pires.

O jogador está lesionado há mais de um ano e segue finalizando sua recuperação em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Seu último jogo de com a camisa do Cruzeiro foi em 19 de outubro de 2019, contra o Corinthians.

O embate Dedé x Cruzeiro

Dedé cobra dez meses de salário atrasados "referente ao fraudulento contrato de cessão e uso de imagem" (no valor de R$ 300 mil mensais), além de seis meses sem receber de salários fixos na carteira (R$ 450 mil mensais), e outros quatro meses sem receber o depósito do FGTS.

Só de salários que não foram pagos, os valores somam mais de R$ 13,7 milhões. As quantias estão em débito desde 2019, ano do rebaixamento da Raposa à Série B do Campeonato Brasileiro. Ele tem vínculo com o clube até o fim deste ano.

Errata: o texto foi atualizado
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