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Barça deve 730 milhões de euros; clubes brasileiros estão entre credores

                                 Camp Nou                              -                                 Reprodução/Twitter
Camp Nou Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

25/01/2021 17h02

O Barcelona divulgou seu relatório financeiro anual e os dados são preocupantes para a diretoria catalã. No documento, o clube revela ter uma dívida de curto prazo na casa dos 730 milhões de euros a longo prazo, além de um passivo de 1,173 milhões.

Entre as dívidas à curto prazo, estão as feitas com outros clubes. Segundo o jornal espanhol "Marca", o montante que chega aos 126.221 milhões de euros envolvendo negociações de atletas - alguns deles, brasileiros. O clube catalão deve 4,6 milhões de euros ao Palmeiras por Matheus Fernandes, 6 milhões ao Atlético-MG pela negociação de Emerson, e 7.996 milhões ao Grêmio por Arthur.

O valor mais elevado é o de Coutinho, pelo qual tem que pagar 29 milhões de euros para o Liverpool. Em seguida, está Frenkie de Jong. O Ajax ainda espera receber 16.011 milhões de euros pelo atleta. Pelo goleiro Neto, o Barça deve 6,5 milhões de euros ao Valencia, e 10.981 milhões ao Bordeaux por Malcon, ex-Corinthians.

O restante da dívida se distribui instituições de crédito, obrigações e títulos negociáveis e "outros conceitos", não especificados. Na última temporada, a dívida líquida foi de 488 milhões de euros.

O clube, que vive uma crise financeira que estourou em razão da pandemia, está em negociação com todos os credores. A intenção é adiar os compromissos até, no mínimo, 30 de junho. Alguns já aceitaram o novo prazo para os pagamentos.

Outro fator impactante nas finanças foram as estimativas de receitas com o público. Com o Camp Nou de portas fechadas, os 56 milhões esperados pela diretoria não entraram. O clube trabalhou com a possibilidade de ter 25% da capacidade do estádio em fevereiro, e 50% a partir de maio, e ainda não sabe se isso poderá acontecer.

As contas foram fechadas ainda pela gestão de Josep Maria Bartomeu, ex-presidente do Barça, e ainda não foram aprovadas pelo conselho do clube.

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