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Em documentário, Casillas relembra momentos antes do ataque cardíaco

O ex-goleiro do Porto Iker Casillas, durante jogo pela Liga dos Campeões - VI-Images/VI-Images via Getty Images
O ex-goleiro do Porto Iker Casillas, durante jogo pela Liga dos Campeões Imagem: VI-Images/VI-Images via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/11/2020 11h51

O ex-goleiro Casillas, considerado um dos maiores da seleção da Espanha, relembrou os angustiantes momentos que precederam o ataque cardíaco que sofreu durante um treino em 2019, quando defendia o Porto.

O relato faz parte do documentário 'Colgar Las Alas', do canal Moviestar+, que conta toda sua trajetória. "Estava com a equipe quando comecei a me sentir pesado, com falta de ar. Comecei a pensar que poderia ser uma alergia. Fui até o treinador de goleiros e senti um aperto no peito. Deitei no chão, e percebi que algo estava errado comigo", conta.

"É como se você estivesse em uma piscina e, de repente, quisesse sair sem conseguir. Era uma angústia. Eu ficava cada vez mais ofegante", lembra. Ele relembra a ida ao hospital. "Eu estava atrás do banco do passageiro, não conseguia me sustentar. Me colocaram no cinto de segurança e eu deitei. Nunca pensei que isso levaria a um ataque cardíaco", disse.

Na época, a esposa de Casillas, Sara Carbonero, não estava em Portugal. Ele afirma que se estivesse sozinho, não saberia o que fazer. "Se acontecesse comigo na véspera, em casa, com certeza eu teria ficado no local. Passei noites com angústia e até um espirro era um drama. O médico me disse que eu não ia morrer, mas houve um dia em que antes de dormir, eu disse que poderia não acordar, mas tentaria descansar", relembrou.

Depois do susto, Casillas sente falta dos gramados, na primeira temporada após o anúncio da aposentadoria, anunciada oficialmente em agosto. "É a primeira pré-temporada em 22 anos que não faço com uma equipe. É estranho. Tenho um pouco de inveja por não estar no gol", conta.

"Às vezes, tenho vontade de correr para jogar bola, e percebo que o corpo não é o mesmo de dois meses e meio atrás. É verdade que me sinto melhor a cada dia, mas é lento", reconheceu.

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