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Reativo e com problemas: como Santos chega para as oitavas da Libertadores

Marcelo Fernandes, auxiliar técnico, comandou o Santos na partida contra o Athletico-PR - Geraldo Bubniak/Santos FC
Marcelo Fernandes, auxiliar técnico, comandou o Santos na partida contra o Athletico-PR Imagem: Geraldo Bubniak/Santos FC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

22/11/2020 04h00

Se o sorteio da Copa Libertadores foi cruel com o Santos, ao colocar a equipe contra a LDU e os mais de 2,8 mil metros de altitude de Quito (EQU), o momento vivido pelo time fora de campo não deixou por menos: um surto de Covid-19 dentro do clube interfere diretamente na idealização de um time para o jogo de ida das oitavas de final, nesta terça-feira (24), às 19h15.

Para começar, o Peixe ainda não deve contar com o técnico Cuca, que chegou a ficar internado ao se tornar um dos atingidos pela pandemia, mas já se recupera em casa. Sem o treinador nos últimos dois jogos, o Santos passou a ser uma equipe reativa, com linhas baixas e menos posse de bola: 40% contra o Athletico, 39% contra o Internacional.

Em campo, foram 12 casos de Covid-19 entre os jogadores santistas nos últimos dias: Vladimir, João Paulo, Lucas Veríssimo, Alex, Luan Peres, Madson, Alison, Sandry, Diego Pituca, Jobson, Jean Mota e Ângelo. Kaio Jorge e Raniel já contraíram a doença durante a temporada. Desses, apenas Luan Peres ainda está em isolamento.

No entanto, João Paulo, Madson e Sandry não poderão viajar ao Equador e desfalcam o Santos. O trio testou novamente positivo para a Covid-19 após retornarem dos dez dias protocolares de isolamento e, por ordem do Ministério da Saúde equatoriano, não estão autorizados a entrar no país — mesmo que não transmitam mais o vírus. Madson e Sandry até participaram da derrota por 1 a 0 para o Athletico-PR, ontem (21), pelo Brasileirão.

Com todos os desfalques, o Santos enfrentou o Internacional e venceu por 2 a 0 na Vila Belmiro, mas também atuou admitidamente de forma reativa, segundo o auxiliar técnico Marcelo Fernandes, que vem comandante o time. Após o jogo, Fernandes afirmou que a equipe não jogaria sempre dessa forma, mas ontem, após a derrota para o Furacão novamente jogando como uma equipe reativa, explicou que os problemas enfrentados pesam na estratégia.

"A estratégia é montada em cima dos problemas que temos diariamente. Santos sempre propôs o jogo, tentou marcar em cima, a proposta era essa. Conseguimos marcar um pouco lá em cima, mas um monte de situação e circunstância, que fazem a gente pensar na estratégia. Alguns jogadores treinaram de manhã hoje. É pegar voo, se Deus quiser fazer um bom voo e montar a equipe. Vamos jogar a primeira fora de casa, fazer um bom jogo pra chegar na Vila e sacramentar a classificação"

O Peixe inicia o mata-mata fora de casa e na altitude de Quito. O goleiro John, quinta opção no início da temporada (atrás de Everson, Vanderlei, Vladimir e João Paulo), terá a missão de segurar a LDU e, como disse Fernandes, possibilitar ao Santos sacramentar a classificação dentro da Vila Belmiro.

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