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Próxima presidente? Leila diz que estará em "grande campanha" no Palmeiras

Leila Pereira, patrocinadora e conselheira do Palmeiras - Divulgação
Leila Pereira, patrocinadora e conselheira do Palmeiras Imagem: Divulgação

Thiago Ferri

Do UOL, em São Paulo

12/11/2020 04h00

Leila Pereira lançou ontem (11), no dia de seu aniversário, a campanha para reeleição no Conselho Deliberativo (CD) do Palmeiras. Este é visto, por pessoas da situação e oposição, como o último ato antes de a conselheira e patrocinadora colocar-se como candidata à presidência do clube. Ela ainda desconversa sobre o assunto.

Ao ser perguntada pelo UOL Esporte se Leila se vê preparada para disputar o pleito presidencial em 2021, a mandatária da Crefisa e da Faculdade das Américas apenas disse que fará parte de uma grande campanha — sem falar de quem.

"Se eu tiver a sorte, a honra, a felicidade de ser reeleita conselheira, e vou lutar muito, porque tive muitos votos [na eleição passada], trabalhando muito, nesta vou trabalhar mais ainda. Se eu continuar como conselheira, provavelmente, no fim do ano que vem, você vai me ver novamente em uma grande campanha (risos)", respondeu.

Leila está no primeiro mandato como conselheira, após ser eleita em 2017 com recorde de 248 votos. De acordo com o estatuto do Palmeiras, são aptos a concorrer ao cargo de presidente os conselheiros eleitos com no mínimo quatro anos de mandato efetivo. Ela atingirá este prazo quando ocorrer a próxima eleição, em fevereiro. Já a outra parte virá no caso da reeleição.

A patrocinadora e conselheira tornou-se uma das principais figuras políticas da situação do Palmeiras. Aliada de Maurício Galiotte, promete uma forte campanha para se manter no Conselho, como fez na primeira vez que concorreu.

"Eu estou muito focada, muito mesmo, na eleição de 6 de fevereiro. Preciso ser reeleita conselheira do Palmeiras, ou não adianta ficar pulando uma sequência que teria de ser natural. Para pensar em uma eventual presidência do Palmeiras, preciso ser reeleita conselheira. De que adianta pensar lá na frente? É trabalhar forte no agora, com os associados, como trabalho há três anos e meio. Nunca pedi voto para reeleição, mas agora vou pedir. Continuem confiando em mim para representar vocês no clube social. Sendo reeleita, se Deus quiser, aí eu posso começar a pensar no próximo passo. E não adianta eu querer, faço parte de um grupo. Não sei ainda. Seria muita pretensão falar que sou candidata à presidência. Sou candidata ao Conselho", avisou.

"Vou fazer um evento no Palmeiras [hoje] com toda a segurança, com todos os protocolos. Quero que eles saibam o que eu pretendo. Quero relembrá-los o que já foi feito, o que a Leila fez pelo Palmeiras. Isto é muito importante. Só o associado relembrar o que já foi feito de minha parte para o Palmeiras, já é um grande legado que estou deixando", acrescentou.

Leila Pereira é alvo de críticas da oposição pelo pouco tempo de clube — sua entrada na política foi conturbada, com pedidos de impugnação da candidatura, recusados pelo próprio Conselho. Ela diz ser a conselheira mais "ratificada" por ter passado por todo esse processo.

Ainda assim, o tema segue lembrado por opositores. A conselheira, por sua vez, argumenta que, apesar de ter uma vida mais próxima do Palmeiras desde 2015, quando a Crefisa tornou-se patrocinadora, foram cinco anos "intensos". Além dela, seu marido José Roberto Lamacchia também tentará a reeleição ao Conselheiro.

"Se alguém me falar algo assim [do pouco tempo no clube], vou perguntar: 'Há quanto tempo você é sócio do Palmeiras? 40 anos? Tudo bem: o que você fez pelo Palmeiras?'. Eu digo o que eu faço. A pessoa pode falar que não tem os recursos que eu tenho. Não tem problema. Procura no mercado! Mexa-se, faça alguma coisa. Não é o tempo, é a intensidade. O que realmente fez, efetivamente. Eu digo o que eu fiz. Eu cheguei em 2015, com o Palmeiras que não estava em alta, com muita dificuldade. 2014 foi extremamente difícil. Investimos uma fábula, porque futebol se faz com investimento. A partir do momento que entramos, o Palmeiras não parou de crescer. O Palmeiras só disputa a ponta de cima agora. 'Você [que a critica] tem muito tempo de Palmeiras, mas o que fez?'. Eu respondo: nada. Ficou criticando este ou aquele, querendo um carguinho aqui ou ali. Não quero cargo nenhum. O cargo que eu quero é aquele que eu seja escolhida pelo associado", completou.

"Uns falam que eu faço isso porque quero ser presidente do Palmeiras. Eu faço desde 2015, quando nem era conselheira. Minha vida é uma luta no Palmeiras. Fui eleita, impugnada, fui para o Conselho, venci no Conselho. Sou a conselheira mais ratificada do Conselho do Palmeiras. Foi uma luta danada nas alterações de estatuto que conseguimos aprovar para deixar o clube mais equilibrado politicamente. Quem dera que todos que quisessem ser presidentes fizessem o que a gente faz. Eu deixo falar. Eu tenho um objetivo, vou segui-lo, lutando contra todos que venham contra os interesses do Palmeiras. A única coisa que eu faço é contribuir para o nosso clube. Nunca houve alguém que investisse o que investimos", concluiu.

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