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Galvão diz que EUA e Brasil têm dívida gigantesca contra racismo

Galvão Bueno em transmissão - Reprodução
Galvão Bueno em transmissão Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/08/2020 15h49

Para Galvão Bueno, Brasil e Estados Unidos têm uma "dívida gigantesca e impagável" com os negros por conta da escravidão. Durante debate sobre os protestos de atletas da NBA em retaliação ao racismo e à violência policial contra negros nos EUA, o narrador recordou a história de ambos os países e afirmou que o antirracismo não tem ideologia política.

"Estados Unidos é um país que tem uma dívida gigantesca e impagável por todo o horror que aconteceu durante a escravidão. E o Brasil também. Foi dos piores da história do mundo nessa coisa terrível da escravidão. Também temos aqui no Brasil uma dívida gigantesca e impagável. Por mais que a gente faça, essa dívida é impagável, porque ela passou de todos os limites", afirmou Galvão durante o "Seleção SporTV" de hoje.

Na sequência, o locutor defendeu a igualdade e criticou os confrontos nas redes sociais por conta de "posições de violência".

"Vivemos um momento de confrontos ideológicos que levam à posições radiais, de violência. As redes sociais, lamentavelmente, estão encharcadas desse espírito tão ruim de confrontos ideológicos. O antirracismo não é de direita, esquerda, centro, extrema-esquerda, extrema-direita, radicalismo... Não", disse Galvão, que seguiu:

"A gente se revolta por aquilo que vê, por imaginar o que possa estar passando na mente de quem é negro. Somos todos iguais perante Deus. A gente sente a revolta por aquilo que vê. Acabamos sendo atingidos por ela apenas no sentimento, nessa revolta, por não concordar com aquilo que acontece a centenas de anos".

Na NBA, jogadores de Milwaukee Bucks, Orlando Magic, Oklahoma City Thunder, Houston Rockets, Los Angeles Lakers e Portland Trail Blazers decidiram boicotar os jogos de ontem pelos Playoffs da NBA. O boicote é um protesto dos atletas contra o racismo e a violência policial contra negros nos Estados Unidos após o ataque sofrido por Jacob Blake no domingo (23) em Kenosha, Wisconsin —estado que abriga os Bucks.

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