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Clubes brasileiros fazem corrente contra racismo

O Internacional se manifestou contra o racismo com uma marcha do Clube do Povo pela igualdade de direitos - Reprodução/Twitter @SCInternacional
O Internacional se manifestou contra o racismo com uma marcha do Clube do Povo pela igualdade de direitos Imagem: Reprodução/Twitter @SCInternacional

Do UOL, em São Paulo

01/06/2020 17h22

Após os protestos contra o racismo e pela valorização da vida dos negros nos Estados Unidos e no Brasil durante o fim de semana, os clubes brasileiros se manifestaram pelas redes sociais apoiando a causa.

Depois da morte de George Floyd, os Estados Unidos estão vivendo uma onda de protestos contra a violência policial praticada com os negros.

No Brasil, o fim de semana foi marcado por manifestações pela morte do jovem João Pedro, assassinado em maio, e o movimento antifascista, que marchava pela democracia e contra o racismo.

"No país que viveu séculos de escravidão, importam por serem as que menos sonham e mais morrem. Importam por Ágatha, João Pedro e cada nome que virou estatística", escreveu o Internacional.

"O racismo mata e destrói famílias no Brasil e no mundo. Não se cale. Nós nos importamos com essas vidas. Por isso somos Corinthians", afirmou o alvinegro.

"Essa é a nossa história. Somos os #TimeDeBrancoeDePreto!", afirmou o Santos.

"Não basta não ser racista. #VidasNegrasImportam", escreveu o São Paulo.

"Já tivemos que mudar de nome para continuarmos existindo. Somos contra o racismo e qualquer prática preconceituosa que atente contra o direito à vida e à liberdade. Nascemos das diferenças e elas nos fazem mais fortes", escreveu o Palmeiras.

O Fluminense citou a filósofa norte-americana Angela Davis, uma das maiores difusoras da luta antirracista. "Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É preciso ser antirracista", escreveu o tricolor.

"O mundo clama por uma sociedade mais igualitária. Vidas negras importam, sim. Assim como o Coxa, vocês são o orgulho do povo", afirmou o Coritiba.

Também houve uma corrente no Twitter, em que um clube citava três jogadores negros e marcava mais três clubes para fazer o mesmo, exaltando sua história e lutando a discriminação racial.

O Flamengo relembrou ídolos como Zizinho, que jogou no rubro-negro na década de 40 e foi o melhor jogador da Copa do Mundo de 1950 pelo Brasil, e os campeões da Libertadores e Mundial em 1981, Júnior e Adílio.

O Vasco relembrou o goleiro Barbosa, campeão do Sul-americano de Campeões, o lateral Jorginho Carvoeiro, campeão brasileiro em 1974 e o zagueiro Odvan, campeão da Libertadores em 1998.

Já o Paysandú relembrou os ídolos da Curuzu, Cacaio, Dadá e Quarentinha.

O Red Bull Bragantino relembrou os ídolos de Bragança, Mauro Silva, Silvio e Ligger.

O Grêmio citou o campeão da Libertadores, Cortez, um dos grandes ídolos do tricolor gaúcho, Airton Pavilhão e o campeão da Libertadores de 1995, Roger Machado.

O São Paulo relembrou o diamante negro do Morumbi, Leônidas da Silva, a grande ídola do futebol feminino tricolor, Kátia Cilene e o autor do gol do título do Campeonato Mundial de Clubes de 2005, Mineiro.

O Fluminense relembrou o artilheiro Waldo, que jogou no clube entre 1954 e 1961, e o casal 20 Washington e Assis, que são dois dos maiores ídolos tricolores.

O Botafogo lembrou de seus grandes ídolos Didi, Jairzinho e PC Caju.

O Corinthians trouxe Wladimir um dos grandes personagens da Democracia Alvinegra, Basílio, o autor do maior gol da história do clube e Zé Maria, que literalmente deu o sangue pelo clube em uma partida.

O Ceará relembrou os gloriosos Tiquinho, Petróleo e João Marcos.

O Athletico Paranaense citou grandes personagens da história rubro-negra, como Djalma Santos, Ziquita e Kléber.

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