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Áudio com pai de presidente da CBF revela campanha e gera polêmica no SPFC

Marco Aurélio Cunha é coordenador de futebol feminino da CBF e tem o apoio de Carlos Caboclo - Lucas Figueiredo / MoWA Press
Marco Aurélio Cunha é coordenador de futebol feminino da CBF e tem o apoio de Carlos Caboclo Imagem: Lucas Figueiredo / MoWA Press

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

23/05/2020 15h07

Um arquivo de áudio enviado de maneira equivocada gerou uma celeuma na política interna do São Paulo. O pai do presidente da CBF e conselheiro do Tricolor paulista, Carlos Caboclo, queria enviar uma mensagem parabenizando o jornalista Daniel Lian, da rádio Jovem Pan, mas acabou mandando a um grupo de WhatsApp. Nela, apontava entendimentos para uma chapa formada por Marcos Aurélio Cunha à presidência do executivo, e de José Roberto Ópice Blum ao Conselho Deliberativo.

"Valeu, Daniel. Isso aí que nós alinhávamos outra noite. Eu e o Blum. E falei abertamente com o Roberto Natel [outro possível candidato à presidência do executivo]. E ele disse que, agora aí confidência, falou que quer marcar um almoço só eu o Marco Aurélio e ele, mas pode levar mais pessoas. Mas o Roberto aceitou prontamente. Então, aí vem muita gente boa junto. Parabéns! Parabéns à Pan pelo trabalho à família. Saudade do grande amigo", disse Carlos Caboclo, pai de Rogério, no áudio ao que o UOL Esporte teve acesso.

Procurado pela reportagem, Carlos Caboclo negou que tenha cometido um equívoco. "Não é que foi errada [a mensagem]. Ela veio através do grupo de conselheiros a notícia de que o Marco Aurélio e o Roberto Natel estariam conversando para compor. Eu conversei com os dois. Não tem nada de errado e nada que dar satisfação a ninguém. Tem de respeitar o São Paulo", explicou.

Tal mensagem gerou uma confusão entre os conselheiros. Alguns reclamaram o fato de Marco Aurélio Cunha ser funcionário da CBF — ele é coordenador de futebol feminino da entidade. Ou seja, para eles haveria um conflito de interesses.

"Eu estava compromissado com o Marco Aurélio Cunha. Isso eu, particularmente. Eu insisto que não tem nada a ver com meu filho na CBF. Acho isso até muito desagradável. Tem de ser eu, eu sou o Carlos Caboclo. Foi até a imprensa que escolheu meu nome. Não tem nada a ver com o pai. Cada um tem seu parentesco", frisou Carlos.

Outros questionaram a consolidação da chapa. No fim de junho está marcada uma convenção entre os conselheiros de oposição para que sejam definidos os candidatos. Além de Marco Aurélio Cunha, aparecem como prováveis postulantes Roberto Natel, Sylvio de Barros, José Carlos Ferreira Alves.

"O Marco Aurélio me telefonou e disse que é candidato. E o Roberto Natel também me disse que é candidato. Não entendo nada da convenção, não estou acompanhando, sinceramente. Não tenho nada a ver com a convenção, tenho a ver com o São Paulo, que ajudei com alma e coração", disse Carlos Caboclo.

Até o momento, oito grupos de conselheiros formaram a chapa chamada de coalização, com Júlio Casares como candidato à presidência do executivo, e Olten Ayres de Abreu Jr.. para o Conselho Deliberativo.

São Paulo