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Quatro anos depois, onde está o jogador que fez o Cruzeiro contrair dívida

Denílson defendeu as cores do Botafogo-SP entre janeiro e abril de 2019. Hoje, ele está sem clube - Raul Ramos/Agência Botafogo
Denílson defendeu as cores do Botafogo-SP entre janeiro e abril de 2019. Hoje, ele está sem clube Imagem: Raul Ramos/Agência Botafogo

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

20/05/2020 13h36

O Cruzeiro perdeu seis pontos na Série B do Campeonato Brasileiro 2020 por causa de uma dívida criada no empréstimo de Denílson ao clube, em 2016. Quatro anos depois, por onde anda o volante, que acumula passagens por São Paulo, Arsenal e seleção brasileira?

Aos 32 anos, Denílson está sem clube desde que deixou o Botafogo de Ribeirão Preto ao fim do Campeonato Paulista de 2019. "Eu saí do Botafogo no ano passado. Desde então, eu estou sem clube", confirmou, ao UOL Esporte.

O volante foi contratado pelo clube paulista em janeiro de 2019. Oficialmente, jogou apenas 15 minutos pelo time, em derrota por 3 a 1 para o então Red Bull Brasil, pelo Grupo D do Paulistão. Ele ainda ficou no banco de reservas em outros seis compromissos da equipe, todos pelo estadual.

Depois de defender o Cruzeiro, ainda em 2016, Denílson voltou ao Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos. Ele não entrou em campo pelo time do exterior no ano seguinte e ficou desempregado em 2018. Na tentativa de retomar a carreira, foi para o Botafogo-SP, mas uma série de lesões dificultou sua sequência.

Denílson fez apenas cinco jogos pelo Cruzeiro. O clube celeste adquiriu o jogador por empréstimo em 2016, mas não pagou ao Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, os valores da negociação. Quatro anos mais tarde, a dívida já é quase três vezes maior.

Sua saída do clube mineiro foi anunciada em 21 de novembro daquele mesmo ano. Em um primeiro momento, as conversas com o Al Wahda caminhavam para um empréstimo sem custos, com o Cruzeiro pagando metade dos salários. Porém, o acerto firmado entre as partes tirou da Raposa a necessidade de dividir os salários do meio-campista. Contudo, ao fim do empréstimo, seria preciso pagar US$ 500 mil. E é essa quantia que nunca foi quitada e gerou a cobrança dos árabes na Fifa.

Uma autorização do departamento de futebol para pagar o valor chegou a ser feita duas vezes dentro do Cruzeiro, mas a falta de verba dificultou que o financeiro, comandado por José Ramos à época, quitasse a pendência. Hoje, o débito está em torno de R$ 6 milhões.

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