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Cruzeiro chama credores para negociar dívidas de até R$25 mi em curto prazo

Carlos Ferreira, interlocutor do conselho gestor do Cruzeiro, tenta postergar dívidas emergenciais do clube - Bruno Haddad/Cruzeiro
Carlos Ferreira, interlocutor do conselho gestor do Cruzeiro, tenta postergar dívidas emergenciais do clube Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Do UOL, em Belo Horizonte

02/04/2020 04h00

Apesar da paralisação no calendário brasileiro de futebol por conta do novo coronavírus, as contas dos clubes continuam sendo cobradas. No Cruzeiro não é diferente. Sem novas receitas entrando nos cofres, a diretoria resolveu chamar seus principais credores para renegociar as dívidas mais urgentes. Somente em ações na Fifa, a equipe celeste terá que pagar quase R $30 milhões neste primeiro semestre.

No final de janeiro, o clube revelou o tamanho de suas dívidas na Fifa, algumas com pagamento imediato, outras que ainda cabem recursos. Na época, o Cruzeiro informou que R$ 25 milhões deveriam ser pagos até o primeiro semestre de 2020. Na segunda metade do ano, serão necessários desembolsar mais R$ 22 milhões. Para a temporada de 2021, por enquanto, não há ações cobradas por outros clubes na entidade maior do futebol, restando 'somente' mais cerca de R$ 5 milhões em 2022. Juntos, os valores somados superam R$ 50 milhões.

Sem revelar quais dívidas ou com quais credores o clube está conversando, Carlos Ferreira, integrante do Conselho Gestor do Cruzeiro, confirmou que as renegociações estão em andamento para tentar postergar o pagamento dos valores.

"Os processos que lá tramitam já estão em fase final de execução, não cabendo mais recursos. Dessa forma, temos que negociar diretamente com os clubes que acionaram a Fifa. As negociações estão tendo boa evolução e esperamos, em um curto espaço de tempo, que todas as negociações seja concluídas em benefício do Cruzeiro", comentou o dirigente, em entrevista à Rádio Itatiaia.

Além das dívidas emergenciais, o Cruzeiro já precisou firmar compromissos importantes para pagar novas pendências no futuro. Para se desfazer de um elenco repleto de medalhões e grandes jogadores, o clube entrou em acordo com vários deles. Os que permaneceram na equipe, como Fábio, Léo e Edilson, serão pagos apenas dentro do teto estipulado pela diretoria em 2020.

Contudo, no ano que vem, a diferença em relação ao salário firmado em contrato começará a ser paga a partir de maio, quando o clube espera figurar novamente na primeira divisão do Brasileirão. Há ainda aqueles que saíram ou estão em rota de saída, que acionaram o clube na Justiça e devem aumentar ainda mais lista de dívidas da Raposa.

Para tentar reduzir o estrago financeiro enquanto o calendário nacional segue parado, o Cruzeiro concedeu férias para boa parte dos funcionários do setor administrativo, além de 20 dias de férias aos seus jogadores e membros da comissão técnica, podendo estender o período por mais dez dias dependendo dos desdobramentos da pandemia do novo coronavírus. Ainda há a possibilidade de reduzir 25% dos vencimentos desses profissionais.

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