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Candidato no Cruzeiro, Brandi rebate Perrella: "Achismo tem para todo lado"

Emílio Brandi, candidato à presidência do Cruzeiro, rebate declarações de Zezé Perrella ao UOL Esporte - Bruno Haddad/Cruzeiro/Divulgação
Emílio Brandi, candidato à presidência do Cruzeiro, rebate declarações de Zezé Perrella ao UOL Esporte Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro/Divulgação

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

30/03/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Membro do conselho gestor do Cruzeiro e um dos candidatos à presidência em 2020, Emílio Brandi rebateu as declarações de Zezé Perrella ao UOL Esporte
  • O ex-presidente do clube disse considerar "falido" o modelo de conselho gestor, usado desde dezembro de 2019 na Toca da Raposa II
  • Ele ainda fez críticas a Brandi, candidato da situação, e declarou apoio ao opositor Sérgio Santos Rodrigues
  • Emílio Brandi disse: "Pela fala de algumas pessoas, parece que os problemas do Cruzeiro se resolvem com um estalar de dedos"
  • Ele acrescenta: "Achismos tem para todos os lados, mas para algo coerente, vindo de pessoas que tenham o desejo de colaborar, estamos sempre abertos"

Membro do conselho gestor do Cruzeiro e um dos candidatos à presidência em 2020, Emílio Brandi rebateu as declarações de Zezé Perrella ao UOL Esporte.

Em entrevista à reportagem, o ex-presidente do clube disse considerar "falido" o modelo de conselho gestor, usado desde dezembro de 2019 na Toca da Raposa II. Ele ainda fez críticas a Brandi, candidato da situação, e declarou apoio ao opositor Sérgio Santos Rodrigues.

Por meio da assessoria de imprensa cruzeirense, Emílio Brandi se manifestou: "Pela fala de algumas pessoas, parece que os problemas do Cruzeiro se resolvem com um estalar de dedos. Em toda grande empresa existe um conselho de administração. No mundo moderno, é difícil acreditar que uma única mente é responsável por todas as decisões em uma empresa ou instituição. A boa gestão se faz com a contribuição de pessoas chave, profissionais que participam e são importantes no processo. O Conselho Gestor também tem se apoiado em outros grandes cruzeirenses, pessoas de renome em suas áreas, que se prontificaram a colaborar", disse ao UOL.

"Todo cruzeirense que quiser ajudar o Cruzeiro será bem-vindo. Quem tiver sua contribuição pode entrar em contato com o Conselho Gestor. Achismos tem para todos os lados, mas para algo coerente, vindo de pessoas que tenham o desejo genuíno de colaborar, estamos sempre abertos. Se a ideia for boa, com um bom plano de ação, será implementada", acrescentou.

Na mesma entrevista, Perrella disse que o Cruzeiro precisa de uma figura central de liderança para o cargo de presidente. Emílio Brandi contesta a declaração do ex-mandatário celeste.

"O Cruzeiro hoje tem um presidente, que é o Dalai Rocha. Em toda reunião do Conselho Gestor ele está presente e sempre se posiciona, no que ele acha que é melhor ou não para o Cruzeiro. Toda grande empresa tem um conselho de administração, e o que nós temos é um grupo maduro, equilibrado, que tem consciência do que está fazendo e a intenção de fazer sempre o melhor. E somado a isso, em cada área do Cruzeiro nós temos um profissional responsável por aquele departamento. Nós simplesmente determinamos os rumos e a partir dali o projeto ou ideia é desenvolvido pelo gerente ou diretor daquela área. Gestão é colocar na prática, fazer a ideia funcionar", comentou.

"Em três meses do Conselho Gestor, com a contribuição de cada um, nós avançamos em muitas questões e ganhamos agilidade, pois cada um foi atuando em uma frente. Tudo que nós fazemos, fazemos com afinco, com amor e temos exemplos o tempo inteiro, batendo na nossa cara, de tudo o que foi feito de errado no Cruzeiro nos anos anteriores. Grande parte do nosso trabalho hoje é tentar resolver estes erros ou diminuir seus impactos agora, para que o clube consiga andar", completou.

Outro ponto abordado por Emílio Brandi é a crítica de Perrella ao número de membros do conselho gestor. Hoje, são nove profissionais à frente do clube. Eles são divididos por áreas de afinidade. O candidato à presidência descarta que haja interferência entre os setores.

"Não existe interferência do Conselho Gestor no futebol e cada um é responsável por sua pasta. Toda segunda-feira de manhã nós fazemos uma reunião, para trocar informações de cada área. As grandes decisões, que impactam o clube, são debatidas, o que é extremamente democrático e salutar para o Cruzeiro. O Carlos Ferreira, que é o gestor que está à frente do futebol, foi buscar duas pessoas importantes, o Enderson Moreira e o Ricardo Drubscky, que são os profissionais mais adequados para este momento do Cruzeiro, para a conquista do acesso à Série A", avaliou o dirigente, que ainda comentou o que foi dito por Adilson Batista após a sua demissão:

"Eu gosto muito da pessoa do Adilson Batista. Ele já estava no Cruzeiro quando o Conselho Gestor começou a atuar. O final de 2019 e o começo de 2020, por tudo o que o Cruzeiro viveu, foi um período difícil e estressante para todos os profissionais envolvidos no Cruzeiro. E o técnico teve uma grande contribuição, entendendo a fase de reconstrução no começo deste ano e o momento que o clube estava passando. O Conselho Gestor nunca deu pitacos no futebol, na forma como as coisas estavam sendo conduzidas. Somente as grandes decisões, que poderiam causar um impacto financeiro maior, logicamente eram levadas ao Conselho Gestor pelo Carlos Ferreira. Entendemos a insatisfação do Adilson Batista pela saída dele, é um grande profissional, mas os resultados não evoluíram como era esperado", concluiu.

O Cruzeiro tem eleições presidenciais marcadas para o fim de maio. Ainda não há certeza sobre o pleito, uma vez que a orientação dos órgãos de saúde e das autoridades é de evitar aglomerações.

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