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Liga dos Campeões 2019/2020


Neymar ataca PSG e expõe Tuchel como vilão em derrota na Liga dos Campeões

Neymar comemorando seu gol contra o Borussia Dortmund  - Soccrates Images/Colaborador
Neymar comemorando seu gol contra o Borussia Dortmund Imagem: Soccrates Images/Colaborador

João Henrique Marques

Do UOL Esporte, em Paris

19/02/2020 04h00

Classificação e Jogos

A noite ruim do Paris Saint-Germain com a derrota para o Borussia Dortmund por 2 a 1, na Alemanha, pela partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões, foi além do campo. Neymar atacou o clube por entender que esteve prejudicado fisicamente por ficar 18 dias sem atuar. O brasileiro fez o gol do PSG, mas sofreu críticas da mídia francesa com o desempenho tido como abaixo da média. No entanto, a imprensa do país elegeu de maneira unânime o treinador Thomas Tuchel como maior vilão.

Neymar não teceu críticas diretas ao técnico por sua ausência nos últimos jogos, mas expôs sua insatisfação para os que tomaram as decisões no clube de uma maneira geral. O único confrontado sobre o assunto publicamente foi o treinador, que se esquivou e disse apenas ter cumprido ordens médicas (veja mais abaixo).

Neymar sofre e critica decisão do clube

Foi nítida fisicamente a deficiência de Neymar na partida. As jogadas de mano a mano eram de pouco sucesso, chegando inclusive a perder disputa de corrida pela bola com adversários que estavam mais distante na jogada. Ao fim do jogo, o brasileiro deixou claro que o problema aconteceu por culpa do PSG.

"Isso (o veto) foi coisa decidida pelo clube e médicos e tive que acatar. Tive várias discussões, e não curti o que propuseram, mas respeitei. Isso acaba sendo ruim para mim e companheiros", destacou Neymar em entrevista ao Esporte Interativo.

Brasileiro voltou a campo após lesão e fez o gol do PSG na Alemanha - Stuart Franklin/Equipe
Brasileiro voltou a campo após lesão e fez o gol do PSG na Alemanha
Imagem: Stuart Franklin/Equipe

A decisão do PSG em poupar Neymar aconteceu depois que o jogador brasileiro sofreu uma fissura na costela no dia 1 de fevereiro, na vitória por 5 a 0 contra o Montpellier. Para ele, sem dores, não havia problema em atuar nos 3 jogos (Lyon, Dijon e Amiens) que antecederam o confronto contra o Borussia Dortmund. O UOL Esporte relatou a irritação do camisa 10 e seu entorno. A cisma era de que sofria punição do clube por ter feito festa de aniversário, em Paris, dia 2 em antevéspera de jogo (dia 4 de fevereiro o PSG encarou o Nantes). Os dirigentes do PSG ficaram decepcionados por conta da realização do evento.

"Eu tive uma fissura, mas não era nada que me impedia de jogar. Já dava para atuar contra o Lyon (dia 9 de fevereiro, mas adiaram e adiaram novamente. Entendo o medo que o clube sofre, mas não pode ser assim. Só acaba sofrendo o jogador. Para mim foi complicado jogar uma partida como essa (contra o Dortmund) sem intensidade, sofrendo. Se tivesse boas condições físicas tenho certeza que seria melhor", complementou Neymar.

Tuchel vira alvo de críticas e se defende

Após o jogo contra o Borussia Dortmund, Thomas Tuchel voltou a ser confrontado sobre a decisão de poupar Neymar por 18 dias. "Isso não era uma decisão minha, e sim médica" disse.

A debilidade física de Neymar foi o que pautou a imprensa francesa na avaliação ao jogador. O jornal "Le Parisien" pontuou: "vamos avaliar Neymar como se não tivesse ficado 18 dias sem jogar. Então, o desempenho dele foi ruim. Mas ele teve o gol, e chutou uma bola na trave no fim do jogo. Isso mostra que se fisicamente não tivéssemos ali um problema como esse, tudo seria diferente", criticou o jornal com a nota 5.5 ao camisa 10.

O L`Équipe atribuiu ao treinador Tuchel grande parte do insucesso de Neymar na partida. "Foi um time perdido. Com uma missão clara de dar a bola a Neymar e esperar seus atos. Um PSG que não apresentou alternativas", criticou.

Pressão e ofensas a Tuchel

Logo que chegou para a entrevista coletiva Tuchel já foi confrontado sobre a decisão de não colocar um centroavante em campo (barrou Icardi e também deixou Cavani no banco). "Sinceramente, eu não posso explicar isso. É muito longo. Eu tive essas ideias no domingo e ontem. E já jogamos assim, então não vejo muito o que reclamarem", disse

O principal ponto de crítica da mídia francesa foi o fato de Mauro Icardi, o artilheiro do time na primeira fase da Liga dos Campeões, com 5 gols, em 6 jogos, sequer entrar em campo. A única alteração ofensiva foi a entrada de Sarabia no lugar de Di Maria.

"Eu não me arrependo das escolhas que fiz. O Dortmund ganhar em casa é algo normal e acho que isso não depende da escolha que fizemos por um ou outro jogador. E o confronto ainda não está finalizado. Temos um grande desafio no Parque dos Princípes (dia 11 de março)", destacou o treinador.

Mais tarde, episódio contra o técnico ainda tomou conta da imprensa francesa. Isso, pois o irmão do zagueiro francês Kimpembe postou um vídeo em sua conta no Instagram em que ofendia o treinador alemão: Tuchel, Tuchel. Eu espero que você esteja bem, a sua mãe também, seu f...Você é piada, piada", gritou o irmão do zagueiro que foi titular na partida.

O papel de vilão de Tuchel ficou claro apesar de nenhum jogador do time ter apontado o esquema tático como o responsável pela derrota na Alemanha.

"Perdemos bolas facilmente no primeiro tempo, eles souberam como nos colocar em perigo. Mas na segunda metade, foi diferente. Encontramos mais espaço, foi uma partida muito aberta, com muita qualidade dos dois lados. Sofremos esse segundo gol, que é difícil de digerir, mas tudo ainda é possível", avaliou Thiago.

"São sempre adversários complicados nas oitavas de final. Ainda faltam 90 minutos importantes, precisamos apenas de um gol para nos classificar. Daremos tudo, estaremos em casa. Será um grande jogo. Você pode perder ou pode vencer, mas, acima de tudo, precisa dar o máximo", projetou Verratti.