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Atletico-MG vê indecisão de Athletico sobre Rony e faz consulta

Rony, atacante do Athletico-PR, durante partida contra o Cruzeiro pelo Brasileirão 2019 - Jason Silva/AGIF
Rony, atacante do Athletico-PR, durante partida contra o Cruzeiro pelo Brasileirão 2019 Imagem: Jason Silva/AGIF

Napoleão de Almeida e Thiago Fernandes

Do UOL, em São Paulo e Belo Horizonte

17/02/2020 15h53

Resumo da notícia

  • A indefinição sobre a renovação de contrato de Rony com o Athletico Paranaense trouxe mais um interessado em contar com o jogador: o Atlético-MG
  • O UOL Esporte apurou que o diretor de futebol do Galo, Rui Costa, procurou o estafe do jogador na semana passada para saber como estão as negociações
  • Procurado pela reportagem, Costa negou a intenção de forma lacônica: "não". Entretanto, é sabido que o Atlético-MG procura por um atacante
  • Roger Guedes, ora no futebol chinês, é outro nome em pauta. No Galo, a visão é a de que "Rony agrada"

A indefinição sobre a renovação de contrato de Rony com o Athletico Paranaense trouxe mais um interessado ao rol dos clubes que pensam em contar com o jogador ainda em 2020: o Atlético-MG. O UOL Esporte apurou que o diretor de futebol do Galo, Rui Costa, procurou o estafe do jogador na semana passada para saber como estão as negociações entre Rony e o Furacão para a prorrogação do contrato, e ficou de enviar proposta oficial.

Procurado pela reportagem, Costa negou a intenção de forma lacônica: "não". Entretanto, é sabido que o Atlético-MG procura por um atacante desde a intenção frustrada em contar com Soteldo, que ficou no Santos. Roger Guedes, ora no futebol chinês, é outro nome em pauta. No Galo, a visão é a de que "Rony agrada".

Cabe lembrar que Rony tem contrato com o Athletico até julho de 2021 e, atualmente, sua multa rescisória é estimada em 12 milhões de euros, ou aproximadamente R$ 56,2 milhões.

Entenda o impasse

Pouco antes da série de amistosos do Athletico na Argentina, Rony foi afastado do elenco principal e passou a treinar com o time de Aspirantes, que disputa o Campeonato Paranaense. Inicialmente sob mistério, a razão era a negativa de Rony em aceitar uma prorrogação de contrato com o clube. Rony entendia ter 50% dos seus direitos, o que não constava em contrato por determinação da Fifa, válida até maio de 2019; o clube entendia que Rony tinha direito a um valor fixo equivalente aos 50%, em avaliação anterior à valorização dos jogadores.

Na semana anterior à decisão da Supercopa do Brasil, o Furacão chegou a um acordo com Rony: em 1 de fevereiro, ofereceu um novo contrato válido até 2023, reconhecendo a divisão dos direitos - agora homologada pela Fifa - e aumentando os salários de maneira a projetar a multa rescisória para 60 milhões de euros (mais de R$ 280 milhões). Rony então foi reintegrado e esteve em campo na derrota para o Flamengo, 3 a 0.

Porém, uma pedida inicial por um valor de comissão, feita pelo empresário de Rony, Hércules Junior, impediu a assinatura prevista para a sexta-feira (7), já há 10 dias. No sábado, Junior avisou o Athletico de que abriria mão da comissão pela assinatura do contrato. Pelo lado do Furacão, negociavam os diretores Rodrigo Gama Monteiro e Fernando Corrales. Mario Celso Petraglia, o presidente e negociador número 1 do Athletico, estava hospitalizado e recebeu alta em meio à negociação.

Com Petraglia de volta ao cenário, Rony não foi chamado a assinar a prorrogação de contrato, mesmo seguindo entre os jogadores do elenco principal. Então criou-se novo impasse e nova novela: sem saber do futuro no Furacão, os clubes voltaram a cogitar Rony como reforço para a temporada.

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