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Petraglia completa 76 anos preparando linha sucessória no Athletico

Mário Celso Petraglia em entrevista coletiva no Athletico Paranaense - Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress
Mário Celso Petraglia em entrevista coletiva no Athletico Paranaense Imagem: Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/02/2020 11h22

Emblemático cartola do Athletico Paranaense, Mario Celso Petraglia completa hoje (11) 76 anos de idade. Em meio a um complexo tratamento médico no intestino, viveu o momento do título da Copa do Brasil, segunda maior conquista do clube, hospitalizado. Desde então, o dirigente decidiu que era hora de "treinar" sucessores para o futuro do Furacão.

O nome mais em voga atualmente é o do advogado Rodrigo Gama Monteiro, que atua pelo Athletico desde o início da década. Antes diretor jurídico, o pupilo de Petraglia passou por um período de um ano no Santos como braço direito de José Carlos Peres. Retornou a Curitiba no final de 2019 para assumir o cargo de Diretor do Núcleo de Negócios e Parcerias do Athletico.

É ele quem segura a caneta na ausência de Petraglia.

Durante as negociações com Rony, Gama assumiu o debate com o empresário do jogador, Hércules Junior, enquanto Petraglia voltou ao hospital para a continuidade do tratamento no intestino. Na virada do ano, o Athletico sofria com a ausência do cartola, já que a autonomia das decisões no Furacão raramente era dividida. Desde a primeira alta, o dirigente tem dedicado seu tempo a "ensinar o ofício" de negociador à Gama Monteiro.

Petraglia também confiou a gestão do futebol ao ex-jogador Paulo André, que funciona como um CEO do departamento, mas sem autonomia financeira. O ex-zagueiro retornou a Curitiba após um momento de isolamento pelas posições políticas do Bom Senso FC, do qual era um dos cabeças. Encontrou um lar no Athletico e apoio o cartola para estudar gestão, guindado ao cargo desde a aposentadoria.

Herdeiros políticos são mais raros

Petraglia tem como herdeiros diretos seus filhos Mario Keinert, Ana Paula e Ana Lucia, que, no entanto, nunca tiveram relação direta com o Athletico. Mario é o dono da Kangoo, empresa que fabricou e forneceu as cadeiras para a Arena da Baixada durante as obras da Copa do Mundo de 2014, entre outros estádios. Ana Paula é casada com Luiz Volpato, engenheiro das obras do estádio no período. Já Ana Lúcia é fornecedora de serviços ao Furacão, sendo a coordenadora das escolas de inglês para as categorias de base do clube. Nenhum nunca ocupou cargo político no clube.

Antes, Petraglia elegeu três presidentes entre suas saídas oficiais do cargo. Indicou João Augusto Fleury, presidente vice-campeão da Libertadores em 2005 e que saiu da rotina política do clube. Também elegeu Luiz Sallim Emed, presidente campeão da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil entre 2018 e 2019, que saiu discretamente do cargo.

Petraglia ainda indicou Marcos Malucelli, desafeto já histórico, com quem teve um rompimento no final da década de 2000. Quando voltou ao clube, em 2012, abriu votação para excluir o ex-amigo e ex-presidente dos quadros do clube por "temeridade administrativa". Desde então, passou a defender que o clube adote "uma gestão profissional", sempre com referências críticas ao período em que se ausentou.

Mesmo assim, Petraglia tem ao seu lado dois "escudeiros" que transitam na vida política do clube: Aguinaldo Coelho de Farias e Marcio Lara. Ambos se dividem entre as funções administrativas do clube: Farias como presidente do Conselho Deliberativo, e Marcio Lara operando diretamente no futebol.

Farias foi eleito com Petraglia para a gestão 2020-23 e é quem divide o rótulo de presidente com ele - assim como feito de forma invertida com Sallim Emed nos últimos anos.

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