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Jardine admite pior jogo do Pré-Olímpico, mas destaca: "dependemos de nós"

André Jardine comanda seleção brasileira contra o Uruguai pelo Pré-Olímpico - Luisa Gonzalez/Reuters
André Jardine comanda seleção brasileira contra o Uruguai pelo Pré-Olímpico Imagem: Luisa Gonzalez/Reuters

Danilo Lavieri

Do UOL, em Bucaramanga (Colômbia)

06/02/2020 23h15

Classificação e Jogos

André Jardine admitiu que o empate em 1 a 1 com o Uruguai foi a pior apresentação da seleção brasileira neste Pré-Olímpico. O treinador, no entanto, tentou aliviar a pressão pela vaga de Tóquio-2020 lembrando que o time depende apenas dele para se garantir.

No próximo domingo, o Brasil enfrenta a Argentina na última rodada da competição com a obrigação de não perder para ter chances de estar na zona de classificação.

"Concordo com o treinador do Uruguai que foi a partida que o Uruguai encaixou as suas peças e a estratégia. Foi contundente nos contra-ataques, usou e abusou das bolas longas que é característica deles. O futebol brasileiro não está acostumado a enfrentar esse tipo de escola, com jogo aéreo, para cima, ganhar a primeira e a segunda bola. É sempre difícil, tenso, a gente tenta não se modificar, ganhar a partida jogando da nossa maneira, mas o Uruguai força um estilo de jogo", analisou o treinador.

"Acho que foi uma das atuações mais pouco inspiradas. Os atacantes não decidiram no terço final. Acho que chegou bastante bola para a gente produzir e construir e as que construímos a gente pecou na finalização. Mais uma vez, saímos perdendo e a gente mostra a força para buscar, mas é insuficiente para vencer as partidas. Espero o melhor jogo contra a Argentina e um jogo mais efetivo", completou.

Jardine admitiu que pode fazer mais mudanças para a última partida. Uma já está confirmada: Nino está suspenso por dois cartões amarelos e será substituído por Ricardo Graça ou Robson Bambu.

Depois de fazer uma ótima primeira fase, com 100% de aproveitamento, a seleção mostrou uma queda de desempenho e teve apenas dois empates em dois jogos disputados. O treinador aponta para a ansiedade como um dos motivos.

"O nível não baixou. Eu acho que o nível de ansiedade fica elevado. As equipes como as nossas se propõem a jogar e dependem de acertar os passes, estar concentrada, com os nervos controlados e obviamente que quanto mais importância, mais ansiedade, provavelmente mais erros. E acho que foi o que aconteceu hoje. Mas acredito que nossa equipe ainda tem condições de jogar melhor e conseguir a classificação", finalizou.

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