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Paulo Nobre fala sobre saída de Prass e critica "infelizes" no Palmeiras

Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras - Keiny Andrade - 24.nov.2016 / Folhapress
Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras Imagem: Keiny Andrade - 24.nov.2016 / Folhapress

Colaboração para o UOL, em São Paulo

07/12/2019 16h11

O anúncio da saída de Fernando Prass no Palmeiras rendeu uma homenagem do ex-presidente Paulo Nobre, que administrou o clube entre 2013 e 2016, período que teve a primeira temporada do goleiro ainda na Série B pelo time alviverde, uma reestruturação profunda nas contas e as conquistas de dois títulos nacionais, um deles com alto protagonismo de Prass na final da Copa do Brasil de 2015.

Mas Nobre, que está rompido com a atual gestão de Maurício Galiotte, não poupou críticas e disse que o clube tem "infelizes que não souberam respeitar um ídolo". Para o ex-presidente, que não nomeou os "infelizes", a história de Fernando Prass no Palmeiras não será apagada pela saída ao fim da temporada, lembrando ainda que ele fez o gol do título do torneio nacional há quatro anos, quando bateu o pênalti decisivo na disputa de penalidades com o Santos no Allianz Parque.

A saída de Fernando Prass do Palmeiras foi anunciada hoje pelo goleiro por meio de seu perfil oficial no Instagram. "Não foi da maneira como planejei, mas hoje se encerra meu ciclo no Palmeiras. Obrigado, Palmeiras, e a torcida pelo carinho!", escreveu. Prass havia dito em setembro que, aos 41 anos, não tinha a intenção de deixar o time alviverde, nem de se aposentar dos gramados.

O UOL apurou que a saída de Prass já estava selada desde o fim de 2018, quando o goleiro ficou próximo de ser dispensado, mas acabou ficando a pedido do então técnico Luiz Felipe Scolari e do próprio presidente Maurício Galiotte, que convenceram Alexandre Mattos a renovar por mais uma temporada. Mesmo assim, ficou decidido que o ano de 2019 seria o último do goleiro no clube.

Isso acabou fazendo com que o Palmeiras tivesse um contrato de gaveta com Jailson, companheiro de posição de Prass, por duas temporadas. O clube registrou no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF um contrato de apenas um ano, mas tudo foi um teatro que enganou imprensa, torcida, e Fernando Prass.

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