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Grupo de conselheiros do São Paulo protocola pedido de impeachment de Leco

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, durante treino do São Paulo no CT da Barra Funda - Marcello Zambrana/AGIF
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, durante treino do São Paulo no CT da Barra Funda Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

04/12/2019 12h03

Classificação e Jogos

Muito antes de a bola rolar em campo pelo Campeonato Brasileiro, o clima esquentou na política do São Paulo. Conselheiros protocolaram um pedido de impeachment do presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O documento foi assinado por 50 integrantes do órgão e agora será encaminhado para a análise de Marcelo Pupo e, se julgar necessário, passará para o Conselho de Ética. A ação é baseada em suposta gestão temerária e nos contratos assinados sem a anuência do Conselho Deliberativo. O Tricolor considerou infundado o pedido.

Caso fosse colocado em votação no Conselho Deliberativo, dois terços dos 240 integrantes do órgão teriam de ser favoráveis ao impeachment. Se destituído, o mandatário seria substituído por seu vice, Roberto Natel - que é contrário à gestão.

De acordo com relatório da diretoria, até agosto, o clube acumulou déficit de R$ 77 milhões. O endividamento teve aumento de R$ 144 milhões em relação a dezembro de 2018, atingindo R$ 414 milhões.

Parte deste resultado pode ser explicado pelas quedas precoces na Libertadores e na Copa do Brasil, que fizeram o Tricolor paulista deixar de faturar cerca de R$ 25 milhões previstos em orçamento com renda, direitos de transmissão e premiação.

Ainda segundo o relatório, a maior variação negativa está nas vendas de jogadores - a arrecadação, até agora, foi de R$ 71 milhões, menos do que os R$ 121 milhões projetados. Depois aparecem as receitas de TV: R$ 65 milhões, em relação a R$ 118 milhões esperados.

O clube, no entanto, ainda espera negociar jogadores neste fim de ano e equilibrar as suas receitas. Antony, Liziero e Igor Gomes despontam como jogadores bem cotados no mercado. A diretoria também acredita que a ausência de assinatura de um ex-presidente ou de um jurista minimizem a força política do pedido.

Em busca de uma vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores, O São Paulo enfrenta o Internacional, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, a partir das 21h30, no Morumbi.

Veja a nota oficial do São Paulo:

"Carece de fundamento o pedido de destituição protocolado ontem contra o Presidente do São Paulo Futebol Clube e sua Diretoria, conforme noticiado pela imprensa.

O requerimento é uma peça discutível e equivocada, obra de uma parcela de conselheiros movida pelo intuito de criar factoides e tumultuar o ambiente do clube. A manobra ocorre, não por acaso, na véspera de decisiva partida contra o Internacional pelo Brasileirão - o que deveria ser momento de união entre as forças são-paulinas -, servindo para esses senhores de janela de oportunidade contra a gestão.

O documento, divulgado por alguns órgãos de comunicação, baseia-se num suposto descumprimento na execução do orçamento de 2019, ainda com o ano em curso, o que, de saída, desqualifica de forma clara a argumentação. O simples fato de o ano ainda não ter terminado torna o documento insustentável perante a gravidade daquilo que está sendo requerido. É, pois, expediente oportunista de seus signatários.

Esta administração, pautada por condutas sempre corretas e transparentes, está, como sempre esteve, aberta ao diálogo franco e irrestrito, mas não vai tolerar arroubos como os perpetrados. A disputa política precisa, acima de todas as diferenças, respeitar regras e processos, e não enveredar para um vale-tudo oportunista e demagógico. Esse caminho não atende aos objetivos do São Paulo, nem está em concordância com as tradições da nossa instituição."

São Paulo