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Três zagueiros e "novo" meio de campo: as escolhas de Oswaldo no Fluminense

Oswaldo de Oliveira conversa com parte do elenco do Fluminense durante atividade no CT - DANIEL PERPETUO / FLUMINENSE F.C.
Oswaldo de Oliveira conversa com parte do elenco do Fluminense durante atividade no CT Imagem: DANIEL PERPETUO / FLUMINENSE F.C.

Do UOL, no Rio de Janeiro

24/09/2019 04h00

Oswaldo de Oliveira deixou o Serra Dourada com uma forte dor de cabeça. O placar de 3 a 0 para o Goiás era só a manchete da pior atuação do Fluminense neste Campeonato Brasileiro, e recolocou a equipe na zona de rebaixamento. Na entrevista coletiva, o treinador culpou a falta de tempo por "não poder fazer as escolhas que gostaria". E estas escolhas são mudanças ainda maiores no Tricolor.

"Faz um mês que cheguei, hoje [domingo] foi o sétimo jogo [comandou o time em seis ocasiões]. Aconteceu comigo em outras equipes de perder o sétimo jogo, mas ganhar os seis anteriores. Tem muitas situações que a gente não consegue penetrar e resolver com um mês de trabalho, sem poder fazer as escolhas que se gostaria. Tento solucionar e fazer o melhor que eu posso. Todos estamos empenhados em melhorar o time", declarou.

Sem volantes de marcação e com laterais ofensivos, Oswaldo já confidenciou a pessoas próximas que não descarta um esquema com três zagueiros, algo nem tanto presente em seus trabalhos anteriores. Não seria novidade para o torcedor: o Flu jogava assim com Abel Braga no ano passado, mas o elenco já mudou bastante. O Tricolor nem precisaria alterar tanto as peças, já que Yuri, hoje primeiro volante, já atuou como zagueiro. Apresentado como reforço, Luccas Claro poderia ganhar uma vaga.

Outra das hipóteses na cabeça de Oswaldo de Oliveira é também a de parte da torcida: escalar Caio Henrique em sua posição original, o meio de campo. Para isso, precisava de um lateral-esquerdo. Desconhecido da maioria, o novo reforço Orinho é opção, assim como Mascarenhas, entregue à fisioterapia para finalizar a recuperação de uma artroscopia no joelho esquerdo.

Para essas opções, entretanto, Oswaldo precisaria sacar mais um homem de frente. Ou talvez reformular o sistema. Com Yony González, que passa por jejum de nove partidas em fazer gol, há a possibilidade de adiantar Nenê para ser um segundo atacante, o que deixaria a opção de escalar um defensor a mais. Também há a possibilidade da volta do meia Daniel. Assim, a equipe teria, com uma substituição simples, uma nova cara. Neste setor, o técnico ainda tem Wellington Nem e Marcos Paulo, que vinham sendo titulares, como opções.

O problema é a falta de tempo, o que o treinador não conseguirá resolver antes do jogo contra o Santos, na quinta, às 20h, no Maracanã. O Fluminense terá apenas dois treinamentos até lá. Suas escolhas e preferências, provavelmente, ficarão para depois, e o Tricolor deve ter apenas a volta de Nino, que cumpriu suspensão, ao time titular. O 4-4-2 deve ser mantido e a ideia é recuperar a motivação da equipe.

"Escolhas normais, de trabalho de um treinador de futebol. Cheguei aqui e encontrei a equipe formada e com uma situação que estou tentando resolver. Isso já aconteceu em outras oportunidades e que, com esse tempo, conseguimos resolver. Ainda não tivemos tempo até para conhecer melhor os demais jogadores. Isso atrapalha qualquer pessoa que esteja na situação que estou. Se precisa de tempo, do contrário, tem de dar continuidade para melhorar pelo menos a motivação dos jogadores", argumentou o treinador.

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