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Caso Daniel: Allana defende a mãe e acusa gêmeo de participação no crime

Allana Brittes chega em Fórum em São José dos Pinhais - Reprodução
Allana Brittes chega em Fórum em São José dos Pinhais Imagem: Reprodução

Karla Torralba e Roberty Souza

Do UOL, em São José dos Pinhais e em São Paulo

04/09/2019 11h50Atualizada em 04/09/2019 19h21

Allana Brittes foi a primeira acusada de envolvimento no assassinato do jogador Daniel Correa a ser interrogada hoje (04) no Fórum de São José dos Pinhais (PR) e se calou quando foi questionada pelo promotor do caso e pelo assistente de acusação. A filha de Edison Brittes Júnior ainda falou sobre a participação da mãe, Cristiana Brittes, na manhã do crime.

Allana responde pelos crimes de fraude processual e coação de testemunha em liberdade.

O interrogatório de Allana Brittes não pode ser acompanhado pela imprensa, mas o UOL apurou que a ré deu um breve relato à juíza sobre o dia do crime e falou que sua mãe, Cristiana Brittes tentou ajudar para que parassem com as agressões contra Daniel a todo momento.

Allana ainda implicou Eduardo Purkote no crime. O gêmeo estava na casa dos Brittes no dia do assassinato, mas não foi denunciado pelo MP. Evellyn Perusso, amiga de Allana, responde por falso testemunho justamente por ter colocado o gêmeo como um dos agressores.

"Desde a fase de inquérito Eduardo Purkote é trazido dentro da investigação. Ele participou ativamente das agressões, quebrou a porta do quarto do casal e estava sujo de sangue, porque bateu e bateu muito. Quebrou também o celular da vítima, segundo os interrogatórios", disse Renan Canto, advogado de Allana.

Allana se calou ao ouvir as perguntas de Nilton Ribeiro, assistente de acusação e advogado da família de Daniel e do promotor do caso Marco Aurelio Oliveira São Leão, um direito dela. "A gente respeita porque é um direito, mas era oportunidade pra esclarecer várias situações que não estão esclarecidas no processo", comentou Nilton.

Allana Brittes falou apenas ao ser perguntada pela juíza Luciani Martins de Paula, quando deu um breve relato do que aconteceu na manhã de 27 de outubro de 2018, na casa da família durante um "after party" após a celebração dos seus 18 anos em uma balada de Curitiba. Daniel foi espancado na casa e levado para a morte de carro. Edison Brittes Júnior assumiu a autoria do assassinato.

Depois da juíza, a filha de Cristiana e Edison Brittes respondeu aos questionamentos de seus próprios advogados Cláudio Dalledone Júnior e Renan Canto.

Após Allana, Evellyn Perusso, que responde em liberdade por falso testemunho falará. Na sequência, os réus presos serão ouvidos.

O advogado da família de Eduardo Purkote, Ricardo Dewes, falou através de mensagem ao UOL que viu as declarações com perplexidade. "Estamos perplexos com as contradições que estão surgindo nesse caso. Se comparar o depoimento da Allana à policia com o depoimento dado ao judiciário não parece ser da mesma pessoa. Isso apenas demonstra o quanto essas pessoas estão sendo conduzidas a modificar a verdade dos fatos o que traz cada vez menos credibilidade aos seus depoimentos", disse.

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