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Galvão Bueno brinca sobre virar meme e analisa papel de "garoto-propaganda"

Galvão Bueno analisa uso das redes sociais e criação dos memes - Reprodução/Youtube
Galvão Bueno analisa uso das redes sociais e criação dos memes Imagem: Reprodução/Youtube

Do UOL, em São Paulo

21/08/2019 13h08

Não é segredo que Galvão Bueno costuma fazer a alegria das pessoas que gostam de produzir e compartilhar memes por conta de suas frases de efeito. E em entrevista concedida ao site "Meio & Mensagem", o narrador analisou como é ser alvo dos internautas.

"Eu queria saber quem inventou o meme. Meus bordões não foram criados, eu nunca tive ninguém que pensasse e dissesse: 'Galvão, fala isso que vai ser legal, vai mexer com as pessoas'. Tudo que falei na minha vida, e alguns marcam realmente, são coisas que aconteceram na hora. Nesse ano, estamos fazendo 25 anos do tetracampeonato e aquela maluquice do 'acabou, acabou, é tetra'. Digo sempre que eu e Arnaldo pegamos carona no Pelé. Porque terminou (o jogo), estávamos ali, eu berrando histericamente, e quando olho, a gente estava no telão do estádio. A geração da imagem era uma só, sempre responsabilidade da Fifa, e aquela imagem estava indo pro mundo inteiro. Na hora eu olhei e nem pensei naquilo. Depois que você vai cair na real. Eles queriam mostrar o Pelé, mas o 'tetra, tetra' ficou. As pessoas repetem 25 anos depois. E cada coisa que falo vira meme, eu também não sei por quê. Não são só os bordões antigos, não. Todo dia que eu falo algo tem repercussão no dia seguinte tem repercussão na internet", explicou Galvão.

O narrador ainda explicou que usa as redes sociais por ser uma "necessidade" e uma "questão de gratidão". De acordo com Galvão, esta é uma forma de retribuir o carinho de milhões de pessoas que o colocaram no patamar em que ele está atualmente. No entanto, ele ressaltou que se diverte bastante em alguns momentos.

"Se você me perguntar: 'crie uma frase para definir rede social'. Uma loucura total e absoluta. Cada um tem uma opinião, pensa de um jeito. Tem os mais agressivos, os extremamente desrespeitosos, os mais bem-educados, os que não são tão bem educados. Os gentis, os que não são tão gentis. Uma pessoa pública como eu, quem tá ali na televisão, quem mexe com emoção, como eu mexo com emoção, é uma coisa muito louca mesmo, porque vem e provoca paixões descontroladas, ao mesmo tempo você provoca reações de ódio, exageros de gratidão, elogios, críticas. É muito louco."

Por fim, Galvão falou sobre a mudança recente que ocorreu no Grupo Globo, em que narradores foram liberados para fazerem anúncios publicitários. A estrela global relembrou a história da mãe, que trabalhou como garota-propaganda, e disse o que ele julga necessário para participar de uma ação publicitária.

"Garoto-propaganda me lembra o início da televisão. Minha mãe, dona Milda, era garota-propaganda. Ela fazia aquelas coisas de segurar (o produto) do lado do rosto pra falar alguma coisa. Me vem aquela coisa lá dos anos 50, anos 60: 'tome isso, use isso, faça aquilo'. Não é bem essa a imagem. Agora eu faço branding content. Eu estava almoçando com o Sérgio Valente, que veio das agências, um grande publicitário. Hoje, é diretor da Central Globo de Comunicações. Eu perguntei: 'não dá pra gente falar em português?' 'Não, o mundo da publicidade gosta de falar inglês'. Tem que achar o formato exato pra você vender aquela ideia, vender aquela marca, pra você falar daquela marca, mas ela tem que estar inserida dentro da história, dentro do contexto da história, do conteúdo. Acho fundamental o conteúdo", ressaltou Galvão.