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Mano diz que Cruzeiro construiu classificação na ida e elogia grupo cascudo

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

17/07/2019 23h05

Após a classificação do Cruzeiro para a semifinal da Copa do Brasil, que veio após a derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, o técnico Mano Menezes elogiou a experiência dos seus jogadores. O comandante reconheceu que a equipe sofreu pressão do rival no Independência, disse que o time teve uma atuação que não foi a esperada, mas chamou atenção para a ótima partida na ida, triunfando por 3 a 0 e ficando em posição muito confortável no mata-mata.

"Saímos com essa classificação difícil de ser conquistada. Penso que a construímos na quinta-feira passada. Eu tinha certeza que seria difícil de confirmar. Sabia que o Atlético iria nos pressionar", iniciou o treinador.

Durante todo o jogo, Mano orientou bastante a equipe celeste em campo. Apesar da classificação, o clube não conseguiu adotar a estratégia que o treinador gosta, recuperando bem as bolas e descendo para o ataque em velocidade. O primeiro gol do Atlético veio aos 34 minutos do segundo tempo. Após suportar bem a pressão do rival no segundo tempo, o Cruzeiro acabou levando o segundo nos acréscimos da etapa final, mas já não havia mais tanto tempo para o terceiro gol.

"Ficamos aquém do que podíamos fazer, mas tenho que reconhecer que não estávamos no mesmo estágio de recuperação. O Atlético tirou todo o grupo e não levou para Chapecó (contra a Chapecoense, no último domingo). Já o Cruzeiro não pode ficar mais rodadas sem pontuar. Mas a experiência já nos ajudou a readquirir um bom ritmo em campo. O Patric acertou um chute com a perna que não é a boa. Com 1 a 0 no placar, não teríamos sofrido tanto", encerrou.

Mudanças de última hora

Mano também explicou as mudanças que precisou fazer. O treinador chegou a treinar sem Ariel Cabral e Thiago Neves. Ambos foram confirmados na escalação inicial, mas não suportaram o aquecimento e foram vetados pelo departamento médico.

"O treinador tem que tentar soluções. Escolhemos o Fred para o lugar do Thiago Neves. A questão do Ariel também foi médica. Ele queria jogar. Deixei ele sentir que não tinha condição. Quando começou o aquecimento, o sangue circula com mais força, aí algumas coisas começam a aparecer", finalizou.

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