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Presidente do São Bento defende internação após Régis ser detido com drogas

Lateral direito Régis durante passagem pelo São Paulo - Bruno Riganti/AGIF
Lateral direito Régis durante passagem pelo São Paulo Imagem: Bruno Riganti/AGIF

Patrick Mesquita

do UOL, em São Paulo

14/03/2019 04h00

Detido ontem por porte de drogas, o lateral Régis voltou a ter problemas pelo abuso de entorpecentes. A situação faz com que o São Bento, clube que contratou o jogador há menos de um mês, seja favorável a uma internação para o tratamento contra o vício do ex-atleta do São Paulo.

Em entrevista ao UOL Esporte, o presidente do time, Márcio Rogério Dias, admitiu que o caso do atleta chegou ao limite e que é hora de pensar em uma ajuda médica.

"O São Bento ajudaria nisso (internação). Acho que não tem uma outra forma a não ser internar. Não vejo outro caminho que não seja esse", contou. "Vamos tentar, após ele voltar, conversar e ver o que é melhor para ele, se é internar ou ficar com a família."

Márcio Rogério Dias nega ter ficado chateado com Régis e acredita que o São Bento optou pelo retorno do jogador ao clube não para recuperar o atleta, mas sim ajudar o ser humano a reencontrar uma vida sem drogas e álcool.

"Não me sinto decepcionado, muito pelo contrário. Trouxemos ele pelo ser humano que ele é, e não pelo atleta. Trouxemos ele para recuperar o humano. Ele tem um contrato de produtividade com o clube, mas vamos conversar", disse.

O presidente não quis adiantar qualquer posição disciplinar do clube em relação ao episódio de ontem. A ideia é esperar Régis se reapresentar para só então decidir o que será feito.

"Vamos tomar alguma providência. Sem conversar com ele não dá para fazer nada. Ele deve estar consciente para conversar", analisou.

Régis foi detido ontem em um posto de gasolina com três porções do que a polícia acredita ser cocaína. O delegado Pedro Luiz Dalboni, do Plantão Norte da cidade, disse ao UOL Esporte que o jogador resistiu à abordagem policial e chegou a ser algemado para ser contido. Ele assumiu um termo circunstanciado de ocorrência por porte de entorpecentes e foi liberado horas depois por se tratar de um delito de menor potencial ofensivo.

O lateral assinou com o clube paulista após ser dispensado pelo CSA, no fim de fevereiro, depois de arrumar uma confusão em um motel de Maceió. Em entrevista recente ao programa "Esporte Fantástico", da TV Record, Régis falou sobre os problemas que enfrenta com álcool e drogas.

"Foi há 3 anos (que começou a se envolver com substâncias ilícitas), no momento que eu tinha saído do Red Bull e não tinha mais competições. Nesse momento, acabei andando com algumas amizades que a gente sabe que influencia e acabei cedendo. Se eu soubesse que ia causar tudo isso, eu nunca tinha experimentado", disse na oportunidade.

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