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Eficiente e menos vistoso, Inter se inspira no que deu certo em 2018

Jogadores do Inter comemoram gol e vitória sobre o Palestino, no Chile - Ricardo Duarte/Inter
Jogadores do Inter comemoram gol e vitória sobre o Palestino, no Chile Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

08/03/2019 04h00

O Internacional viveu, na última quarta-feira, o principal jogo da temporada até então. Foi ao Chile e bateu o Palestino por 1 a 0. E a partida mostrou que a inspiração do técnico Odair Hellmann é na equipe que terminou o Brasileiro do ano passado em terceiro. Com um time mais eficiente do que vistoso, o Colorado se abraça no que funcionou em 2018 para buscar outra boa campanha. 

Como detalhou o UOL Esporte, Odair adota duas posturas distintas e escolhe a estratégia de acordo com o que o jogo irá apresentar. Em casa, o time é mais propositivo, fora, reativo e postado defensivamente. 

Mas ainda que alterne o sistema, o plano de jogo se modifica pouco. O Internacional não pretende ser um time que mantenha posse de bola em excesso e não esconde a predileção por jogadas em profundidade para os pontas, Nico e Pottker, ou o centroavante, Pedro Lucas. 

As saídas da defesa procuram Rodrigo Dourado ou Cuesta na construção, mas dificilmente troca muitos passes no campo defensivo. Estica a bola para jogadores postados nas linhas ofensivas. Zeca e Iago são personagens importantes para abrir espaço, e dar opção de passe na primeira linha. 

A manutenção da posse de bola ocorre apenas em momentos esporádicos da partida, visando desacelerar o ritmo do jogo. Foi assim em momentos importantes do jogo com Palestino, quando precisou evitar que a bola voltasse para sua defesa e até criou algumas chances com invertidas entre Pottker e Nico. 

Segundo estatísticas da Conmebol, foi o time chileno que teve mais tempo a bola nos pés no jogo de estreia. 56% da partida contra 44% dos brasileiros. E ainda assim, o Inter quem chutou mais, com 14 conclusões contra 11 do rival. Enquanto o adversário trocou 445 passes, o Colorado rodou a bola 347 vezes, comprovando a postura escolhida principalmente para jogos fora de casa. 

Em 2018 era exatamente assim. Com o mesmo treinador e a base da equipe mantidas, até mesmo com D'Alessandro no banco de reservas remontando o melhor momento da temporada passada, o Colorado apenas tenta aprimorar situações pontuais para repetir os bons resultados, independente da forma que isso ocorra. 

No domingo, o time reserva será utilizado pelo Campeonato Gaúcho. Pois na quarta-feira seguinte há o duelo com o Allianza Lima, do Peru, pela Libertadores no Beira-Rio. Teste para a alteração de ideia de jogo que a comissão técnica promete para jogos como local. E logo em seguida o clássico Gre-Nal completa uma sequência dura e sem tempo para descanso. 
 

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