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"Não me entregava de corpo e alma", diz Ivan Moré após mostrar lado emotivo

Ivan Moré e a mulher, Mariana, no camarote Bar Brahma no Carnaval de São Paulo - Claudio Augusto/Brazil News
Ivan Moré e a mulher, Mariana, no camarote Bar Brahma no Carnaval de São Paulo Imagem: Claudio Augusto/Brazil News

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

02/03/2019 00h56

Antes de chorar ao vivo no "Globo Esporte" e revelar ser corintiano, o apresentador Ivan Moré tentava segurar a emoção no ar e tirar o foco de reportagens com potencial de gerar lágrimas. "Fazia um esforço enorme, não me entregava de corpo e alma. E isso chegou ao ponto de ser um problema", contou ele ao UOL Esporte na primeira noite do Carnaval de São Paulo.

O jornalista levou suas aflições a sessões de terapia. "Eu falava 'tenho vergonha de chorar, me seguro demais'. Se uma matéria que mexe comigo, não assisto, fico ouvindo música, tentando focar em outra coisa para não chorar". A terapeuta foi categórica: "Se liberte. Faça o que o coração mandar", lembrou.

A libertação surgiu por acaso, em conversa com Caio Ribeiro, sobre a relação de pai e filho torcedores. "Foi tudo meio que culpa do Caio por conta do momento. Eu tinha assistido a reportagem anteriormente, vi um pouquinho antes de entrar no ar e fiquei com meu pai na cabeça. Por que eu gosto de futebol especificamente por causa do meu pai, meu pai é um doente por futebol. Falei 'ah, vai mexer comigo. Não vou comentar. Vou passar a bola pro Caio e depois segue o jogo'. Só que o Caio pegou e tocou no assunto pai. A gente não tinha combinado, foi espontâneo. Ele falou: 'A gente que é pai, e que tem pai, quer dizer, você perdeu o seu.' Nossa. Aquela hora fiquei meio cego, nem lembro que eu tinha falado que era corintiano. Veio muito do coração", explicou.

Moré ficou feliz com a repercussão nas redes sociais, ainda que tenha consciência de que é impossível agradar a todos.  "Nas redes sociais, nada é 100%. Mas acho que a rejeição foi mínima. Eu vi que de fato as pessoas entenderam o espírito da coisa ali. Aceitação foi 99,9% bacana. Eu fiquei até feliz pelo que aconteceu."

Ivan Moré, que está curtindo a primeira noite do Carnaval paulistano no Camarote Bar Brahma, faz jus à recém-popularizada fama de corintiano. " Eu amo Carnaval. A vida inteira curti. Sou do interior de São Paulo e toda vez que eu posso, faço questão de ver o desfile aqui na sexta-feira. E depois também vou pro Rio. Eu gosto da Gaviões", disse.

A Gaviões da Fiel faz neste ano uma homenagem ao samba-enredo campeão de 1994.

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