PUBLICIDADE
Topo

Seleção Brasileira

Tite evita choque pós-Copa e tem renovação mais lenta do que Dunga e Mano

Tite gesticula durante entrevista coletiva na Copa do Mundo de 2018 - Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images
Tite gesticula durante entrevista coletiva na Copa do Mundo de 2018 Imagem: Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images

Bruno Grossi e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

01/03/2019 04h00

Com a Copa América de junho se aproximando, Tite convocou a seleção brasileira com novidades para os amistosos dos dias 23 e 26 de março, diante de Panamá e República Tcheca - Vinicius Jr. e Felipe Anderson foram as principais, e podem se juntar a Arthur e Richarlison dentre as novas caras que se firmam no ciclo rumo a 2022. Apesar das oportunidades dadas, o treinador vem conduzindo a reformulação de forma gradual, sem provocar muitos choques.

Tradicionalmente, edições de Copa América imediatamente após as Copas são momentos de ruptura. Foi assim com Mano Menezes, em 2011, e com Dunga, em 2015. As diferenças entre o time-base do Mundial e o da Copa América foram, nas duas situações, substanciais. Com Tite, apesar das novas convocações, elas tendem a ser menores.

O comandante da seleção brasileira possui um núcleo de confiança que vem do Mundial e está praticamente assegurado como base para o torneio continental, que será em disputada em casa. Ele tem Alisson, Thiago Silva, Marquinhos, Casemiro, Coutinho e Neymar. Dani Alves, que seria titular na Copa até ser cortado por lesão, está de volta. Outros nomes como Willian, Gabriel Jesus ou Miranda podem ser titulares ainda. Em geral, o Brasil da Copa América tende a ter quatro ou cinco mudanças em relação ao da Rússia.

Depois da eliminação no Mundial de 2014, Dunga promoveu mudanças bem mais profundas no time base durante a Copa América de 2015. Saíram Júlio César, David Luiz, Marcelo, Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar, Hulk e o atacante Fred - oito alterações. Dunga deu oportunidades a nomes como Firmino, Elias e Fernandinho. O time base teve Jefferson, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Fernandinho, Elias e Fred; Neymar, Willian e Firmino. A queda veio nas quartas de final, diante do Paraguai.

Na transição de 2010 para 2011 a história foi parecida. Juan, Michel Bastos, Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano, Kaká e Luis Fabiano foram titulares com Dunga na Copa de 2010, mas perderam espaço com Mano Menezes na Copa América do ano seguinte. Mano atendeu ao clamor popular que já pressionava seu antecessor, dando espaço para Lucas Leiva, Paulo Henrique Ganso, Neymar e Alexandre Pato em um time base titular com sete nomes diferentes.

O Brasil foi eliminado em um vexame nos pênaltis, com quatro cobranças desperdiçadas diante do mesmo Paraguai, nas mesmas quartas de final. O time que começou a partida tinha Julio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso; Robinho, Neymar e Alexandre Pato.

Tite segue o caminho diferente dos antecessores. A renovação está acontecendo: enquanto Vinicius Jr. e Felipe Anderson terão sua chance, Arthur, Paquetá e Richarlison já caíram nas graças da comissão técnica, e dificilmente ficam de fora da Copa América. Ao mesmo tempo, fica claro que o treinador não hesita em se apoiar em seus nomes de confiança, mesmo aqueles que chegariam em 2022 com idade bastante avançada, como Thiago Silva, Daniel Alves e Filipe Luís.

O Brasil enfrenta o Panamá, em Portugal, no dia 23 de março. Já no dia 26, a seleção encara a República Tcheca, em Praga. 

Confira a lista completa:

Goleiros
Alisson (Liverpool-ING)
Ederson (Manchester City-ING)
Weverton (Palmeiras-BRA)

Laterais
Alex Sandro (Juventus-ITA)
Danilo (Manchester City-ING)
Daniel Alves (PSG-FRA)
Filipe Luis (Atlético de Madri-ESP)

Zagueiros
Eder Militão (Porto-POR)
Marquinhos (PSG-FRA)
Miranda (Inter de Milão-ITA)
Thiago Silva (PSG-FRA)

Meio-campistas
Allan (Napoli-ITA)
Arthur (Barcelona-ESP)
Casemiro (Real Madrid-ESP)
Fabinho (Liverpool)
Felipe Anderson (West Ham-ING)
Lucas Paquetá (Milan-ITA)
Philippe Coutinho (Barcelona-ESP)

Atacantes
Everton (Grêmio-BRA)
Roberto Firmino (Liverpool-ING)
Gabriel Jesus (Manchester City-ING)
Richarlison (Everton-ING)
Vinicius Júnior (Real Madrid-ESP)

Seleção Brasileira