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Trintão, Robinho se torna um dos mais assíduos do Cruzeiro e mira 60 jogos

Thomás Santos/AGIF
Imagem: Thomás Santos/AGIF

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

22/02/2019 04h00

Contratado em abril de 2016, Robinho já passou por poucas e boas no Cruzeiro. Apesar de estar sempre entre os prediletos de Mano e em campo nas recentes conquistas, o jogador demorou para superar as lesões que o atrapalharam ao longo das temporadas. Hoje aos 31 anos, o jogador segue à risca o cronograma de trabalho combinado com o técnico Mano Menezes para repetir o ano passado e continuar como um dos atletas com mais partidas feitas. Em 2018, os números do meia só foram inferiores aos de Fábio e Léo.

Os problemas que acompanharam Robinho nos últimos anos foram na coxa. Para se ter uma ideia, pouco depois de completar um ano no Cruzeiro, o meia já tinha sofrido cinco lesões no local desde a sua chegada. Isso o comprometeu dentro de campo, mesclando boas apresentações com novas frustrações por causa das questões musculares. Mas o cenário mudou a partir do ano passado, e o jogador conseguiu passar a temporada inteira sem sustos. O trabalho especial e o olhar atento dos médicos fizeram dele o terceiro jogador que mais atuou em todo o plantel. Agora ele quer mais.

"Meu foco é esse, manter pelo menos 60 jogos na temporada. A gente sabe que teremos muitos jogos decisivos, já começou o ano com o Mano fazendo algumas coisas que ele fez no ano passado comigo, tirando em alguns jogos, me deixando fazer trabalhos específicos de academia, com a fisiologia e a fisioterapia. Isso me ajudou muito no ano passado, tenho certeza que a temporada tem tudo para ser um sucesso como em 2018", contou o meia, que já entrou em campo em cinco dos sete jogos do Cruzeiro, todos como titular.

Em 2018, Robinho fez 56 (77,7%) dos 72 compromissos oficiais do Cruzeiro, e só não superou os números do zagueiro Léo (57 jogos) e do goleiro Fábio (60 partidas). Em comparação com a temporada de 2017, os números são bem superiores, quando o meia fez apenas 35 dos 74 jogos oficiais (47% dos compromissos).

Além dos trabalhos dentro do clube, a evolução na parte física também contou com a contribuição do próprio Robinho. Depois de vencer a Copa do Brasil no ano passado, a terceira em sua carreira, o jogador revelou que 'deu uma empolgada' em 2017 e que precisou levar um puxão de orelha de Mano para voltar aos trilhos.

Agora, para bater a ousada marca, Robinho precisará primeiro que o Cruzeiro avance bem na Libertadores e também na Copa do Brasil. Terminar o ano competindo por todos os títulos será importante para o clube superar os mais de 70 jogos do ano passado. No momento, jogador e clube terão mais uma semana livre de trabalhos para aprimorar a parte física antes de iniciar a primeira maratona de decisões. A partir de março, a Raposa encara uma sequência de nove jogos no meio e finais de semana, dividindo as atenções entre Mineiro e Libertadores, e voltando a folgar apenas antes das finais do estadual.

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