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Início irregular aumenta sombra em Edilson na lateral direita do Cruzeiro

Lateral começou o ano sem render o esperado e pedidos por Orejuela começam a surgir - Vinnicius Silva/Cruzeiro
Lateral começou o ano sem render o esperado e pedidos por Orejuela começam a surgir Imagem: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

20/02/2019 04h00

Contratado depois de ser campeão da Libertadores de 2017, o lateral direito Edilson foi um dos principais reforços da diretoria do Cruzeiro no ano passado. Mas a alta expectativa depositada no jogador ainda não conferiu com um rendimento à altura dentro de campo, pelo menos de forma constante. Sem encher os olhos em seu primeiro ano, o jogador também começa a atual temporada aquém do esperado, e já começa a conviver com os primeiros questionamentos sobre uma possível ida para o banco de reservas. As mostras do suplente Orejuela foram poucas, e Mano Menezes bancou a continuidade do titular, mas, aos poucos, começa a ensaiar outro discurso se a má fase continuar.

Guardadas as devidas proporções, já que Orejuela fez apenas dois jogos até aqui, a pressão em cima de Edilson parece ter aumentado com o cartão de visitas positivo do colombiano. No ano passado, o camisa 2 era o titular absoluto e poucas vezes questionado como é hoje, mesmo quando não atuava tão bem. Na reserva, Ezequiel era preterido pelo volante Lucas Romero, e, quando entrava, também não despertava qualquer empolgação na torcida. Desta vez a história começou diferente.

Depois das primeiras atuações de Orejuela e do rendimento aquém do esperado de Edilson, Mano rechaçou qualquer possibilidade de mudança. Nas primeiras vezes que era questionado sobre o assunto, o comandante dizia que gostaria de ganhar Orejuela sem perder Edilson. Mas agora o discurso já conta com uma leve mudança, e o treinador promete avaliar a situação daqui para frente.

"Futebol não é matemático, não tem respostas objetivas. Às vezes, o jogador passa por momentos mais difíceis, o que não quer dizer que vai ficar segurando o tempo todo. Vamos ver, vamos avaliar e tentar fazer as escolhas mais corretas para a equipe de um modo geral", disse o treinador, no domingo passado, após o empate sem gols contra o América-MG em que o jogador não esteve em seus melhores dias.

O histórico de Edilson é algo que o treinador leva em conta e que não pode ser descartado. Titular absoluto desde que chegou, ele esteve presente em praticamente todos os jogos decisivos do time, com participação nos títulos do Mineiro e da Copa do Brasil do ano passado. Em seu primeiro ano, foram 36 aparições em campo, sendo 35 na condição de titular.

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