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Espanhol - 2019

Capitão do Girona dedica vitória em Madri a líderes separatistas catalães

Manifestantes seguram cartazes com as fotos dos líderes catalães presos ou exilados Carme Forcadel, Anna Gabriel, Carles Puigdemont, Marta Rovira, Oriol Junqueras, Jordi Turull e Clara Ponsati durante protesto - Josep Lago/AFP
Manifestantes seguram cartazes com as fotos dos líderes catalães presos ou exilados Carme Forcadel, Anna Gabriel, Carles Puigdemont, Marta Rovira, Oriol Junqueras, Jordi Turull e Clara Ponsati durante protesto Imagem: Josep Lago/AFP

Do UOL, em São Paulo (SP)

18/02/2019 09h45

A surpreendente vitória do Girona sobre o Real Madrid serviu como palanque para um protesto político. Álex Granell, capitão da equipe que calou o Santiago Bernabéu no último domingo, dedicou o triunfo por 2 a 1 aos 12 líderes pró-independência da Catalunha julgados sob denúncia de rebelião, sedição, peculato e desobediência.

Em entrevista concedida ao programa 'Tot gira' da Rádio Cataluyna, Granell se posicionou contra o que classificou de prisão arbitrária dos políticos catalães. O julgamento dos separatistas começou no último dia 12 e pode durar até três meses.

"É a forma de mostrar nosso apoio a todos os políticos que injustamente estão sendo julgados. A vitória contra o Real em Montilivi [em 2017, no estádio do Girona] foi em um momento politicamente delicado. Agora ganhar no Santiago Bernabéu também é importante", afirmou.

"Aqui somos alguns jogadores que amamos muito nossa terra, que somos muito catalães e que sofremos por tudo o que está se passando. Por mais que sejamos jogadores, isso não nos tira que tenhamos nosso próprio sofrimento por tudo o que se passa na Catalunha", acrescentou.

O Superior Tribunal Espanhol vai julgar os doze líderes por uma manobra pela independência ocorrida em 2017. Em 1º de outubro, por intermédio de um referendo proibido pela Justiça do país, os líderes proclamaram a república independente e de forma unilateral.

Horas mais tarde, no entanto, o governo então dirigido pelo conservador Mariano Rajoy, testemunha hoje no processo, dissolveu o Parlamento catalão e suspendeu a autonomia da região. Há décadas, a Catalunha é uma das regiões da Espanha com maior desejo de independência.