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Carioca - 2019


Após veto e confusão, torcida é liberada e entra em final com bola rolando

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

17/02/2019 17h48

Após muita polêmica e confusão, torcedores de Vasco e Fluminense finalmente puderam entrar no Maracanã para acompanhar a final da Taça Guanabara. Os torcedores entraram no estádio já com a bola rolando, a partir dos 30min do primeiro tempo. 

A decisão foi tomada pelo Jecrim (Juizado Especial Criminal), o mesmo que havia recusado os documentos enviados pela Polícia Militar e pelo Vasco minutos antes.

Até chegar a essa decisão, muitas definições perderam sua validade em questões de tempo. Na madrugada, o Fluminense conseguiu vetar a presença da torcida por meio da Justiça.

Horas depois houve reunião na Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e o presidente do Vasco, Alexandre Campello, junto com a PM, se responsabilizaram pela realização do duelo - com o clube assumindo risco de multa.

O problema é que o Jecrim recusou os documentos enviados pelas partes e manteve os portões fechados. Quando o relógio bateu 17h, horário do jogo, a torcida presente se revoltou e tentou invadir o Maracanã.

A polícia agiu com truculência, mas conseguiu evitar a invasão. Ninguém foi detido. Torcedores deixaram o local, mas no meio do caminho receberam a notícia que os portões seriam abertos desta vez. 

Muito porque Alexandre Campelo foi até o Jecrim e pressionou apontando a confusão que ocorria na entrada do Maracanã.  Segundo apuração do UOL Esporte, a polícia afirma que tudo seria evitado se os portões fossem abertos normalmente no horário determinado.

Por volta dos 30min do primeiro tempo, os torcedores, em grande maioria vascaínos, entraram no estádio e acompanharam o restante da final. Os jogadores lamentaram todo o ocorrido. O pai de Daniel, meia do Fluminense, também foi um dos barrados.