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Borja reage e tem ano goleador, mas termina 2018 à sombra de Deyverson

Borja terminou a temporada com 20 gols, o dobro do que marcou em 2017 - Ale Cabral/AGIF
Borja terminou a temporada com 20 gols, o dobro do que marcou em 2017 Imagem: Ale Cabral/AGIF

Danilo Lavieri e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

14/12/2018 04h00

A temporada 2018 se encerrou com sensações mistas para Miguel Borja. Se por um lado o colombiano reagiu após o primeiro ano abaixo das expectativas no Palmeiras e dobrou seu número de gols, terminando como artilheiro do time, ao mesmo tempo ele perdeu espaço para Deyverson na preferência do técnico Luiz Felipe Scolari, sobretudo na reta final das competições.

Borja fez 20 gols no ano e recebeu elogios internos no clube por seu esforço em superar a primeira temporada apagada, quando chegou a ficar na reserva com Cuca e balançou a rede apenas dez vezes. O primeiro semestre do camisa 9 foi impressionante, com 14 gols e titularidade absoluta, enquanto Deyverson vivia em atrito com a torcida alviverde e chegou até a ser vaiado no Allianz Parque.

Na segunda metade do ano, porém, o desempenho do colombiano caiu. A chegada de Felipão mudou o estilo de jogo da equipe, que passou a usar mais bolas longas e ataques diretos, favorecendo o estilo de Deyverson, mais brigador e com mais força no jogo aéreo. Com o rodízio implantado pelo treinador, Borja passou a jogar principalmente na Copa do Brasil e na Libertadores (da qual foi um dos artilheiros, com nove gols), enquanto Deyverson se destacava na arrancada do time no Brasileirão.

Felipão sempre diz que os dois têm estilos diferentes e que a equipe precisa se ajustar quando joga um ou outro, mas o gosto do treinador pelas características de Deyverson ficou evidente em vários momentos - por exemplo, no jogo decisivo na semifinal da Libertadores contra o Boca Juniors, Borja perdeu a posição para o concorrente. Também foi comum ver o técnico palmeirense reclamando com a baixa intensidade do camisa 9 na hora de ajudar na marcação, coisa que Deyverson sempre faz com entusiasmo.

Jogando menos que no primeiro semestre e frequentemente substituído no segundo tempo por Deyverson, Borja passou longe de repetir os números da primeira metade do ano e fez só seis gols depois da parada da Copa do Mundo. Até mesmo na preferência da torcida o colombiano foi superado: no último jogo do ano, contra o Vitória, em casa, as arquibancadas do Allianz Parque fizeram festa quando ele deu lugar ao camisa 16 no intervalo.

Com Felipão prometendo manter o sistema de rodízio para o ano que vem, Borja deve a princípio reeditar a disputa acirrada com Deyverson pelo posto de principal centroavante do Palmeiras. A concorrência, porém, vai aumentar ainda mais com a chegada de Arthur Cabral, destaque do Ceará no Campeonato Brasileiro.

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