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Bi nacional, novo auxiliar do Palmeiras pode se gabar de ter "pescado" Luan

James Freitas foi campeão das duas últimas edições da Copa do Brasil - Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio
James Freitas foi campeão das duas últimas edições da Copa do Brasil Imagem: Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

13/12/2017 04h00

Muitos torcedores do Palmeiras podem até não saber, mas em 2018 o clube terá como novidade um campeão das duas últimas Copas do Brasil. O auxiliar técnico James Freitas deixou o Cruzeiro, onde conquistou o torneio com Mano Menezes nesta temporada, para reencontrar no time alviverde o treinador Roger Machado, que fez parceria afinada com ele no Grêmio e pediu sua contratação.

James também tem no currículo a conquista da Copa do Brasil de 2016 no Grêmio, já ao lado de Renato Gaúcho. E além dos títulos, pode se gabar de ter feito uma aposta de sucesso na base tricolor: foi ele quem indicou ao clube gaúcho a contratação do atacante Luan, hoje destaque da equipe profissional e recentemente eleito o melhor jogador da Libertadores.

Foi na Copa São Paulo de 2013, que Luan disputou com a camisa do América-SP, que o hoje auxiliar palmeirense viu o talento do garoto, então com 19 anos. Ele já havia feito grande jogo contra o Flamengo na fase de grupos, em empate por 2 a 2 que eliminou o time carioca, e também marcou o gol do América na derrota por 2 a 1 para o Juventude na segunda fase. James então recomendou o atacante para Júnior Chávare, diretor executivo da base do Grêmio, com a indicação de que estaria rapidamente entre os profissionais. Acertou.

Peça importante na reconstrução gremista

Luan - AFP PHOTO / EITAN ABRAMOVICH - AFP PHOTO / EITAN ABRAMOVICH
Luan chegou ao Grêmio indicado por James Freitas em 2013
Imagem: AFP PHOTO / EITAN ABRAMOVICH

Gaúcho de São Lourenço do Sul, o profissional de 49 anos passou a maior parte da carreira nas categorias de base do Grêmio e desenvolveu relação próxima com Roger, que era auxiliar do time principal enquanto James treinava o sub-20. Ele também comandou a equipe sub-18 e foi peça importante de um projeto de reformulação da base tricolor que começou em 2013 e dá frutos até hoje.

"A partir de 2013, o Grêmio quis mudar o perfil da base. A ideia do Júnior era mudar o perfil dos atletas e do estilo de jogo. Buscar atletas de um jogo mais técnico, de velocidade. Passamos a investir nesse perfil de jogar, e a partir dali começou a mudar. Eu diria que deu muito resultado, porque há jogadores que estão no profissional e carregam essas características", disse James ao UOL Esporte.

Entre os atletas que atingiram o time profissional do Grêmio e passaram pelas mãos de James Freitas estão os volantes Arthur e Walace (hoje no Hamburgo), o lateral Marcelo Hermes (Benfica) e os atacantes Everton e Pedro Rocha (atual Spartak Moscou). Tido como alguém de fácil relacionamento com o elenco e que valoriza o bom ambiente no grupo, James ainda mantém contato com vários deles e enviou mensagens parabenizando os ex-comandados pelo título da Libertadores.

Sintonia fina com Roger

Roger e James - Lucas Uebel/Divulgação Grêmio - Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
Roger e James juntos no Grêmio em 2015
Imagem: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

A relação entre James e Roger - descrito pelo auxiliar como "workaholic" - começou quando o primeiro comandava o time sub-20 do Grêmio e o segundo era auxiliar permanente da equipe principal. Roger acompanhava muito os treinos e jogos da base tricolor e, em conversas com James, os dois perceberam que havia muita afinidade entre eles na forma como viam o jogo e na metodologia de trabalho. Já no profissional, a partir de 2015, montavam juntos os exercícios de treino e o planejamento da semana.

"Foi acontecendo naturalmente. Embora a gente tenha trajetórias diferentes, já que ele foi um grande atleta e eu não joguei profissionalmente, temos ideias muito parecidas, bebemos na mesma fonte", afirmou James, que trabalhará com mais dois auxiliares no Palmeiras: Roberto Ribas, que acompanha Roger em seus clubes, e Andrey Lopes, o Cebola, ex-assistente de Dunga no Inter e na seleção.

A parceria com Roger foi interrompida em setembro de 2016, quando o treinador, que havia feito grande campanha no Brasileiro do ano anterior, pediu demissão em meio a maus resultados e atuações irregulares. Na visão de James, o substituto, Renato Gaúcho, manteve as bases do trabalho, "colocou seu tempero" em aspectos como bola parada e marcação, e conquistou com méritos a Copa do Brasil.

No fim do ano, James saiu para o Cruzeiro a convite de Mano Menezes, que havia trabalhado com ele no Inter em 2001 e fez o convite logo após o Grêmio eliminar o time mineiro na semifinal da Copa do Brasil. Em Belo Horizonte, cenário repetido: ganhou o torneio de novo e criou relação de amizade com o elenco. E com a parceria com Roger retomada, já projeta o ano que vem. "Quem sabe não vem o tri com o Palmeiras?".

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