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Irmã de C. Ronaldo se desculpa com sírios após polêmica por estátua atacada

Katia Aveiro disse que vândalos de estátua de CR7 (foto) deveriam estar na Síria - EFE/EPA/JOSE SENA GOULAO
Katia Aveiro disse que vândalos de estátua de CR7 (foto) deveriam estar na Síria Imagem: EFE/EPA/JOSE SENA GOULAO

Do UOL, em São Paulo

15/01/2016 12h31

Katia Aveiro, irmã de Cristiano Ronaldo, se desculpou nesta quinta-feira por uma crítica que fez nas redes sociais. O motivo: a ação de vândalos contra uma estátua do irmão.

Na madrugada da terça-feira, após a divulgação da vitória de Lionel Messi na Bola de Ouro 2015, a estátua em homenagem ao português na Ilha da Madeira apareceu com o nome do argentino pintado nas costas. O ato enfureceu Katia Aveiro.

“Muitos de nós devíamos agradecer e fazer vênias a este ser humano. É graças a ele que muitos madeirenses ainda têm trabalho; é graças a ele que outros mais vão existir, força do investimentos futuros nesta minha linda ilha - que lamentavelmente é ainda habitada por alguns frustrados selvagens, que mais mereciam viver na Síria, no meio de pessoas que não se respeitam e que não sabem viver em sociedade. Que me perdoem os que sofrem fruto da guerra, mas acho que o povo anda mal distribuído”, disse a irmã de CR7 nas redes sociais.

Como era esperado, a declaração repercutiu de maneira muito negativa. Por isso, Katia tentou esclarecer a situação com uma mensagem no Twitter que dedicou “a todas as pessoas que se sentiram ofendida com minha comparação com a Síria”.

“Nunca pensei que minhas palavras de raiva a respeito da pichação na estátua de meu irmão seriam mal-interpretadas e alcançaria a proporção do ódio. Foi um dano duplo. Primeiro, da parte do ódio a minha família e a meu irmão. Depois, pela manipulação de minhas palavras na comparação que fiz com a Síria”, disse a portuguesa, que foi além.

“Não acho que eu preciso me desculpar por algo que eu não disse, mas pelo respeito que tenho pelos sírios que me escreveram, eu o farei. Quando os criminosos pintaram a estátua do meu irmão, eu disse: ‘Eles deveriam estar na Síria’. Porque, no momento, a TV falava sobre a guerra lá e eu queria fazer uma comparação. Não expliquei bem as coisas e, bem, aconteceu”, completou.

A portuguesa ainda pediu diálogo para solucionar os problemas, tanto o do incidente da estátua como os conflitos na Síria. Depois, assegurou que não teve má intenção no desabafo.

“Eu entendo que, com minha comparação, os detratores aproveitaram o momento para fazer piadas, para ridicularizar. E entendo que muitas pessoas se sentiram desconfortáveis. Mas, acreditem: nunca quis nada de mal a ninguém. Sou impulsiva, reajo às minhas emoções, mas há um longo caminho entre ser impulsivo e ser uma pessoa ruim”, declarou.

“Quando a imprensa fala sobre guerra e sobre refugiados, eu sempre mostro meu apoio para que venham ao nosso país. A maioria deles é bem-vinda aos países para onde vão. É ilógico que eu dia X em um dia e Y no outro. Por favor, não sejamos ignorantes. Como eu disse ontem (quarta-feira), se alguém se sentiu magoado com minha comparação, peço desculpas. Mas, acredite, não foi minha intenção. Eu apenas espero que, com o que estou fazendo agora, as pessoas que se dedicaram a me insultar por não entenderem minha comparação passem a pensar”, encerrou.

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